Policlínica Estadual de Quirinópolis orienta sobre seletividade alimentar no autismo

Ação na recepção médica da unidade do Governo de Goiás no Sudoeste Goiano leva informação e conscientização a pacientes e visitantes durante o mês dedicado ao TEA

Danyelle Cristina Neves fala sobre tema alusivo ao mês dedicado ao autismo, na recepção da policlínica

A Policlínica Estadual de Quirinópolis realizou uma palestra educativa com o tema Seletividade Alimentar no Autismo, voltada para pacientes e visitantes da unidade do Governo de Goiás no município do Sudoeste Goiano. A atividade foi realizada na recepção médica, em alusão ao mês de abril, dedicado à conscientização sobre o autismo, e foi conduzida pela nutricionista Danyelle Cristina Neves.

A abordagem trouxe informações importantes sobre a seletividade alimentar, condição bastante comum em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O quadro se caracteriza pela preferência restrita por determinados alimentos, além da recusa de novos itens e aversão a características específicas como textura, cor, cheiro e sabor.

Também foi explicado que essa seletividade está frequentemente associada a alterações sensoriais, rigidez comportamental e necessidade de previsibilidade, fatores que podem impactar diretamente a alimentação. Como consequência, a dieta pode se tornar pouco variada, aumentando o risco de deficiências nutricionais, como a falta de ferro, cálcio, vitaminas e fibras.

Segundo a nutricionista, o cuidado com a alimentação no autismo deve ser conduzido de forma individualizada. “É fundamental respeitar o tempo e as particularidades de cada pessoa. Pequenas estratégias, como a introdução gradual de novos alimentos e a repetição, podem fazer muita diferença na aceitação alimentar”, destacou Danyelle Cristina Neves.

Os participantes também receberam orientações práticas, como a importância de manter um ambiente tranquilo durante as refeições e envolver a criança no preparo dos alimentos, o que pode favorecer o interesse e a experimentação. “O acompanhamento multiprofissional é essencial nesse processo. “O suporte de nutricionistas e outros profissionais contribui para garantir uma alimentação equilibrada, promover o desenvolvimento saudável e melhorar a relação com a comida”, completou a profissional.

Hélmiton Prateado (texto e foto)/IPGSE

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