Crer recebe visita técnica para integrar programa que amplia acesso ao esporte adaptado no SUS
Unidade do Governo de Goiás é escolhido pelos Ministérios do Esporte e da Saúde entre unidades do Brasil em razão de seus processos e reabilitação de pacientes a partir do paradesporto

Em reforço ao seu pioneirismo e destaque no cenário público brasileiro de reabilitação, o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) recebeu, na quinta-feira (23/4), representantes do Programa Vencer pelo Esporte, iniciativa do Ministério do Esporte, em parceria com os Ministérios da Saúde e da Educação.
A visita técnica promoveu trocas de conhecimentos e processos instituídos na unidade do Governo de Goiás, visando à qualificação de profissionais de educação física que atuam em Centros Especializados de Reabilitação (CERs) e a integração do paradesporto (esporte adaptado) desde o início do processo de reabilitação de pacientes do SUS.
Diferentemente de outros CERs, o Crer não posiciona o esporte apenas como atividade complementar do tratamento, mas sim como parte inicial do processo de readaptação, inserindo o profissional de educação física desde a internação, ainda na fase da pós-lesão aguda.
Eduardo Carneiro, gerente de Reabilitação Física e Visual do Crer, responsável por trazer o Programa em visita na unidade, ressalta: “o paradesporto já faz parte do DNA da instituição, desde o início do Crer, e agora estamos fortalecendo ainda mais, ampliando o número de atividades esportivas disponíveis aqui na unidade”.
Aqui, o esporte adaptado é planejado de forma individualizada, desde a primeira avaliação. “O paradesporto é inserido o quanto antes na jornada de reabilitação dos nossos pacientes: uma equipe de profissionais de educação física avalia as condições clínicas e funcionais do paciente, que é direcionado para modalidades compatíveis para a deficiência que ele possui, contribuindo para ganho físico, autonomia, socialização e autoestima”, ressalta Karla Lorena Mendonça, supervisora multiprofissional das terapias de apoio do Crer.
“Viemos conhecer essa experiência do Crer de intersetorialidade, que traz o profissional de educação física para dentro do projeto terapêutico singular e da avaliação global, possibilitando que ele acompanhe esse usuário desde a entrada, até a alta”, completa Fabíola Campos, fisioterapeuta e coordenadora do Programa Vencer pelo Esporte.
Tibério Maribondo, Tutor Nacional do Programa, se impressionou com os fluxos, estrutura e acolhimento do hospital. “A intervenção integrada do profissional de educação física no processo de reabilitação é um grande desafio e ainda não é uma realidade no Brasil, mas aqui em Goiânia, no Crer, já acontece”. A expectativa é trazer as boas práticas aplicadas na unidade da SES-GO e aplicá-las em outros CERs do País.
O esporte adaptado promove melhorias significativas na saúde física, mental e social de pessoas com deficiência: são observadas melhora no condicionamento físico, equilíbrio, coordenação motora e independência funcional.
Além disso, há impactos emocionais importantes, como aumento da autoestima, confiança, motivação e fortalecimento dos vínculos sociais. No Crer, são realizados, mensalmente, mais de 1.100 atendimentos nas práticas de paradesporto disponíveis, compostas por: basquete, futsal, bocha, takkyu volley, vôlei e natação.
Entre os principais objetivos do Programa Vencer pelo Esporte, estão inserir o profissional de educação física desde o início do processo de reabilitação, a promoção do paradesporto no SUS, a capacitação de profissionais de educação física sobre o esporte adaptado, o estímulo à autoestima e ao bem-estar e o desenvolvimento de tecnologias assistivas e metodologias inclusivas no fluxo assistencial de pacientes em reabilitação no sistema público de saúde.
A escolha do Crer para a realização desta visita técnica e, futuramente, reaplicação dos fluxos e métodos em outros centros de reabilitação do Brasil, reflete a excelência e o pioneirismo no cuidado e assistência prestada aos pacientes da unidade goiana durante seus 23 anos de história.
Gabriela Tavares (texto e foto) / Agir


