CineGerpop aborda história de etnia cigana

SES promove fórum, exibe filme e abre programação sobre etnia, por meio da Gerência de Atenção às Populações Específicas (Gerpop). Programação segue em agosto, no auditório do Conselho Estadual de Saúde

Filme aborda história de estigma social doo povo cigano no Brasil e é ação de promoção da equidade no SUS

Em 11 de novembro de 1913, centenas de pessoas de etnia romani foram executadas a sangue frio no Piauí. História real da violência e preconceito sob a República Velha (1889-1930), o episódio é tema do filme “Massacre dos Ciganos”, que foi exibido nesta quinta-feira, 24/07, no auditório do Conselho Estadual de Saúde, em iniciativa que visa abordar as políticas públicas de saúde à etnia. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) mantém uma gerência voltada especialmente a promover a inclusão no Sistema Único de Saúde do acesso equânime de todas as pessoas.

A Gerência de Atenção às Populações Específicas (Gerpop) trabalha com populações específicas, tais como a população ciganos, indígenas, LGBTQIAPN+, pessoas em situação de rua, privado de liberdade, adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, população negra com os recortes em população quilombola e de religião de matriz africana, campo, floresta e águas e população migrante. O principal objetivo é garantir que essa população receba o direito à saúde, sem discriminação e com respeito à sua cultura e especificidades.

“A saúde é um direito universal e por isso, nossas ações buscam identificar as populações específicas, acompanhá-las, capacitar os profissionais do sistema e atuar para que sejam recebidas no SUS sem qualquer discriminação ou preconceito”, explicou Amanda Limongi, superintendente de Políticas e Atenção Integral à Saúde da SES-GO.

A gerente de Atenção às Populações Específicas, Maria Sena, explica que Goiás possui aproximadamente 5 mil ciganos, em 70 municípios goianos. A Gerpop promove capacitações sistemáticas junto aos profissionais do SUS para que diferenças culturais ou linguísticas não sejam impedimentos ao acesso dos ciganos aos tratamentos de saúde. “A promoção de iniciativas, como a exibição do filme, palestras, rodas de conversa e oficinas visam combater o preconceito da sociedade com qualquer etnia diferente”, destacou.

Resistência
O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Jonathas Xavier, proferiu uma conferência online sobre aspectos da cultura e origem dos ciganos. Graduado em Biomedicina, mestre e doutor em Anatomia Patológica e descendente da etnia Rom, oriunda da Suíça, o docente aponta a invisibilidade social a seu povo. Xenofobia associada historicamente à ausência de políticas públicas às demandas da população.

De acordo com ele, um censo será realizado pelo IBGE, com o suporte do Ministério da Igualdade Racial e Direitos Humanos até 2030. O pesquisador relembra, para que nunca mais se repita, o Holocausto dos Ciganos, promovido por Adolf Hitler, em Auschwitz, Polônia, com quatro mil mortos. O professor explica que no Brasil, o dia 15 de maio constitui o Dia da Resistência: um marco da luta pelo direito à existência e manifestação cultural dos povos ciganos. Registros históricos mostram que os povos ciganos teriam surgido em 1.050, na Índia, Egito e Grécia e depois, espalhados nos cinco continentes.

Foto: Iron Braz

Comunicação Setorial SES-GO

Governo na palma da mão