Arboviroses
As arboviroses são doenças virais agudas causadas por arbovírus, ou seja, vírus transmitidos principalmente por artrópodes, como mosquitos e carrapatos. O termo “arbovírus” deriva da expressão em inglês arthropod-borne virus, que significa “vírus transmitido por artrópodes”, evidenciando a forma de transmissão desses agentes infecciosos.
Entre os vetores mais importantes na disseminação dessas doenças estão os mosquitos, que adquirem o vírus ao picar um hospedeiro infectado e, posteriormente, podem transmiti-lo a outras pessoas ou animais por meio de novas picadas. As arboviroses apresentam ampla variedade de manifestações clínicas, podendo variar desde quadros assintomáticos ou leves até formas graves e potencialmente fatais.
Entre as principais arboviroses de importância em saúde pública destacam-se:
Dengue – Doença causada pelo vírus da dengue, transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas mais comuns incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Em alguns casos, pode evoluir para formas graves, com complicações que exigem atendimento médico imediato.
Febre Chikungunya – Transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Caracteriza-se por febre alta e dores articulares intensas, que podem persistir por semanas ou meses, além de outros sintomas como dor de cabeça, fadiga e manchas na pele.
Zika – Também transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Geralmente causa sintomas leves, como febre baixa, dor nas articulações, coceira e manchas na pele. A infecção durante a gestação pode estar associada a alterações neurológicas no feto, incluindo a microcefalia.
Febre Amarela – Doença causada pelo vírus da febre amarela. A transmissão pode ocorrer por mosquitos do gênero Aedes no ciclo urbano e por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ciclo silvestre. A doença pode se manifestar de forma leve ou evoluir para quadros graves, com risco de morte.
A prevenção das arboviroses está fortemente relacionada ao controle dos vetores, especialmente à eliminação de locais que possam acumular água parada e servir como criadouros de mosquitos. Outras medidas importantes incluem o uso de repelentes, proteção individual contra picadas e, quando disponível, a vacinação.
A ocorrência e a disseminação dessas doenças estão frequentemente associadas a fatores ambientais, climáticos e sociais. Nesse contexto, a atuação da vigilância epidemiológica é fundamental para monitorar a situação dessas enfermidades, orientar ações de prevenção e controle e apoiar a tomada de decisão em saúde pública.


