Dengue não tira férias: HDT orienta população a manter cuidados contra o Aedes aegypti durante a seca

Mesmo no período de estiagem, o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika continua encontrando condições para se reproduzir. Medidas simples ajudam a eliminar criadouros e reduzir o risco de transmissão

Eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti é fundamental para prevenir a dengue durante todo o ano

Mesmo durante o período de estiagem, o risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika permanece. O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) orienta a população a manter os cuidados para eliminar os criadouros do Aedes aegypti, já que o mosquito continua encontrando condições favoráveis para se reproduzir, principalmente dentro das residências.

Embora as chuvas favoreçam a proliferação do vetor, seus ovos podem permanecer viáveis por mais de um ano em superfícies secas, aguardando apenas o contato com a água para eclodirem. Durante a seca, o armazenamento de água em caixas d’água, tonéis e outros recipientes também exige atenção, pois reservatórios sem vedação adequada podem se tornar criadouros do mosquito.

Conforme o HDT, grande parte dos focos do Aedes aegypti está localizada dentro ou ao redor das residências. A recomendação é manter caixas d’água bem tampadas, eliminar recipientes que acumulem água e realizar vistorias frequentes em quintais, jardins e áreas externas.

Outras medidas importantes incluem limpar calhas e ralos, colocar areia nos pratos de vasos de plantas e descartar corretamente pneus, garrafas e demais materiais que possam acumular água. Uma inspeção semanal de poucos minutos é suficiente para identificar possíveis criadouros e interromper o ciclo de reprodução do mosquito.

Vacinação
Além da eliminação dos criadouros, a vacinação é uma importante medida de proteção contra a dengue. A vacina Qdenga está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme a estratégia definida pelo Ministério da Saúde. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.

O HDT orienta que o período de menor circulação da doença é uma oportunidade para conferir a caderneta de vacinação e completar o esquema vacinal. Quem recebeu apenas a primeira dose deve retornar à unidade de saúde para concluir a imunização. A vacina complementa, mas não substitui, as ações de eliminação dos criadouros.

A unidade também reforça que a vacina protege contra a dengue, mas não contra chikungunya e zika, doenças que também são transmitidas pelo Aedes aegypti. Por isso, os cuidados para evitar a proliferação do mosquito devem ser mantidos durante todo o ano.

Atenção aos sintomas
Os principais sintomas da dengue são febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, náuseas e manchas avermelhadas na pele. Em caso de dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, dificuldade para respirar ou sensação de desmaio, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Foto: Marco Monteiro
Comunicação Setorial SES-GO

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