Compliance Público: Agrodefesa evolui acima da média estadual e se destaca em gestão de riscos

Ao obter a nota 4,7 em auditoria da CGE, Agência chega ao nível de maturidade aprimorado. Análise Individualizada da Maturidade em Gestão de Riscos evidencia avanços, indica pontos de melhoria contínua e faz recomendações estratégicas

Evolução das notas atribuídas à Agrodefesa pela Auditoria da CGE e pela Autoavaliação, conforme a Análise Individualizada da Maturidade em Gestão de Riscos

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) evoluiu acima da média estadual e alcançou o nível 4 (aprimorado) de maturidade em gestão de riscos. A conclusão é da Controladoria-Geral do Estado (CGE), que gere o Programa de Compliance Público do Poder Executivo de Goiás (PCP). Em 2021, primeiro ano do PCP, a auditoria do órgão deu nota 3,1 para a gestão de riscos da Agrodefesa. Com o resultado, a autarquia ficou no nível 3 (intermediário) de maturidade. Em 2025, a nota subiu para 4,7, alcançando o nível 4 (aprimorado). De acordo com o modelo adotado pela CGE, o nível máximo é 5 (avançado).

As notas das auditorias externas e autoavaliações, bem como as conclusões e as recomendações da Análise Individualizada da Maturidade em Gestão de Riscos, foram detalhadas em relatório enviado pelo subcontrolador de Auditoria Interna e Controle da CGE, Luís Henrique Crispim, e pela gerente de Auditoria em Gestão de Riscos, Alline Miranda, ao presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos. O documento da CGE conclui que a Agência “demonstra uma curva de maturidade ao longo do período analisado, acima da média estadual” e “se destaca em suas avaliações”.

A Controladoria também cita os prêmios de governança recebidos pela Agrodefesa, ressaltando as “performances de excelência” na transição para um novo formato de avaliação e o bom desempenho em Gestão de Riscos Estratégicos e Avaliação Baseada em Riscos (ABR), o que, segundo o órgão, demonstra “o aculturamento da temática na instituição”.

Metodologia
A metodologia adotada pela CGE é adaptada do modelo utilizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que avalia a governança e a gestão de riscos a partir de quatro dimensões: ambiente (liderança, capacitação, papéis institucionais, políticas e estratégias); processos (identificação, análise, avaliação, resposta, monitoramento e comunicação dos riscos); parcerias (relações institucionais e compartilhamento de riscos); e resultados (eficácia prática e impactos da gestão de riscos na organização).

No que diz respeito à transição para um novo formato de avaliação, cabe esclarecer que, de 2021 a 2023, o diagnóstico da gestão de riscos foi feito por meio da checagem integral do Questionário de Maturidade. A partir de 2024, houve a inclusão da Avaliação via Matrizes de Planejamento, com atuação amostral e orientativa, focada em pontos específicos (matrizes de risco, monitoramento, comitês e recomendações), sem validação global do questionário. “Por isso, a comparação direta entre os ciclos exige cautela”, pondera o documento.

Autoavaliação
Outro ponto que vale ser abordado é o da autoavaliação. A Agrodefesa foi instada a dar notas para seu próprio desempenho anual em gestão de riscos, e essas notas foram comparadas com as notas dadas pela auditoria da CGE. Segundo a Controladoria, a Agência demonstrou uma calibragem no “gap de otimismo”, atingindo um nível ótimo de comparação. “Em 2024, o gap foi perfeitamente zerado (4,2 vs 4,2)”, descreve o relatório, informando que as duas avaliações coincidiram. “Em 2025, a variação foi mínima (+0,3), indicando uma boa maturidade institucional, onde a percepção interna não se afasta da realidade auditada”, acrescenta.

Por fim, a Controladoria-Geral do Estado indica pontos de melhoria contínua em quesitos como indicadores (evitar a defasagem de métricas, garantindo o monitoramento em tempo real) e expansão do escopo (novos processos institucionais devem nascer já plenamente alinhados à metodologia de riscos). E faz também recomendações estratégicas relacionadas a: sustentabilidade (automatizar a coleta de evidências para otimizar auditorias futuras); benchmarking (registrar e divulgar suas práticas para que sirvam de inspiração para outras pastas estaduais); e acompanhamento da evolução do processo de gestão de riscos e suas ferramentas institucionais.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca que o resultado reflete o empenho coletivo da autarquia e a sólida cooperação com o órgão de controle estadual. “Esse avanço para o nível aprimorado de maturidade coroa o esforço de toda a nossa equipe e reforça a importância da parceria e do apoio da Controladoria-Geral do Estado. A atuação orientativa da CGE tem sido indispensável para que possamos consolidar uma gestão moderna, eficiente e transparente. Nosso compromisso, agora, é manter esse ritmo de excelência de forma integrada, garantindo que a gestão de riscos siga blindando e fortalecendo as ações que entregamos ao produtor rural goiano”, afirma.



Reunião do Comitê Setorial de Compliance da Agrodefesa, na quarta-feira (14/10), para apresentação e discussão da Análise Individualizada da Maturidade em Gestão de Riscos, bem como aprovação da divulgação dos resultados e do Plano de Ação 2027

Comunicação Setorial da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás
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