Um gesto de amor na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual de Jaraguá

Equipe da unidade do Governo de Goiás no município do Vale do São Patrício presta atenção humanizada com paciente e demonstra cuidado que vai além da técnica

À espera do marido, Elizangela Souza recebe desejado copo de H20 de profissionais do Heja

A equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino de Amorim (Heja) promoveu um gesto de humanização com uma paciente que ultrapassou o cuidado comumente desempenhado pelos profissionais. A paciente Elizangela Souza Marins da Silva recebeu uma atenção diferenciada após ter ficado intubada em estado grave.

No dia 8 de julho, Elizangela foi admitida na unidade do Governo de Goiás no município do Vale do São Patrício, vinda de São Bernardo de Campo (SP). Internada em estado grave, com diagnóstico de sepse de foco pulmonar e sob ventilação mecânica (IOT), Elizangela chegou desacompanhada, sem poder comunicar-se ou expressar suas emoções.

No entanto, a história da paciente começou a tomar um novo rumo no dia 13/7, quando foi extubada e passou a apresentar sinais consistentes de melhora, ainda que seu quadro exigisse cuidados intensivos. Durante uma abordagem da psicóloga Fernanda da Costa e Silva no dia 17/07, Elizangela revelou dois desejos que tocariam profundamente a equipe: tomar H2O limoneto e se embelezar para a visita do marido, já que, no mesmo dia da internação, os dois completariam mais um aniversário de casamento.

Sensibilizada, a equipe multiprofissional entrou em ação. A nutricionista Mônica de Aquino Bertoldo prontamente adaptou a solicitação da paciente, respeitando sua condição de diabetes mellitus de difícil controle, para que pudesse saborear seu tão desejado H2O limoneto, em segurança. A emoção foi evidente. Um gesto simples se tornou um marco na trajetória de recuperação de Elizangela.

Visita do marido
Inspirada por esse momento, a psicóloga Fernanda teve a ideia de preparar Elizangela para a visita do marido com uma leve maquiagem, resgatando sua autoestima e feminilidade. A proposta foi levada à coordenadora da UTI, enfermeira Raíssa Siqueira, que prontamente abraçou a ideia com entusiasmo.

Juntas, e com o apoio da equipe e da autorização do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), conseguiram organizar uma delicada surpresa: um botão de rosa foi entregue ao marido, que, com carinho, presenteou Elizangela durante a visita. “Esse foi um reencontro simbólico e amoroso, que tocou não apenas o casal, mas todos os profissionais presentes”, comentou a psicóloga Fernanda da Costa e Silva, coordenadora de humanização.

Mais do que procedimentos técnicos, a equipe demonstrou que o cuidado humanizado é capaz de restaurar forças, renovar esperanças e acolher a alma. Momentos como esse reforçam a missão do cuidado integral: tratar com competência, mas também com compaixão.

A diretora-geral do Heja, Gláucia Siqueira frisa que a marca mais forte das equipes da unidade é prestar um serviço de excelência e altamente humanizado. “Na UTI e em todas as alas do Heja, cuidamos além da técnica, acolhemos histórias, respeitamos emoções e reafirmamos, todos os dias, nosso compromisso com a vida em sua plenitude e dignidade”, finalizou.

Hélmiton Prateado (texto e fotos)/HMTJ

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