SES realiza simpósio para fortalecer rede de cuidado à doença renal crônica em Goiás
Encontro promovido pela Saúde estadual discute ampliação do acesso à terapia renal substitutiva, diagnóstico precoce e estratégias para qualificar a assistência no Estado

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) realizou, nesta quarta-feira (11/3), o 2º Simpósio de Nefrologia do Estado de Goiás. O evento reuniu gestores estaduais e municipais, profissionais da Rede de Terapia Renal Substitutiva e representantes das Regionais de Saúde para debater estratégias de fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde da Pessoa com Doença Renal Crônica no Estado. O evento integra as ações da Semana Mundial do Rim e reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e fortalecimento da rede de assistência para garantir cuidado integral às pessoas com doença renal crônica em Goiás.
Durante o encontro, especialistas discutiram a organização da terapia renal substitutiva, que inclui a hemodiálise e a diálise peritoneal, além de estratégias para ampliar o acesso ao tratamento de forma equânime em todas as regiões. Também foram abordadas a descentralização dos serviços e iniciativas para qualificar a assistência oferecida à população, garantindo maior eficiência e sustentabilidade à rede estadual de atenção à saúde.
Outro ponto de destaque do simpósio foi a discussão sobre sustentabilidade na diálise, considerando aspectos assistenciais, logísticos, financeiros e ambientais. O objetivo é garantir a continuidade e a solidez da rede de atendimento, ao mesmo tempo em que se amplia o acesso ao diagnóstico precoce e às alternativas de tratamento para pacientes com doença renal crônica.
O secretário de Estado da Saúde de Goiás, Rasível Santos, destacou que o simpósio é um espaço estratégico para integrar gestores e profissionais de saúde na construção de políticas públicas voltadas ao cuidado renal.
“Este é o segundo simpósio estadual de nefrologia e que discute, de forma organizada, toda a linha de cuidado relacionada aos rins. A doença renal crônica é um desafio mundial e muitas vezes evolui de forma silenciosa, com poucos sintomas nas fases iniciais. Por isso, é fundamental incentivar o diagnóstico precoce, com exames simples como creatinina e exame de urina, além do controle da pressão arterial e da glicemia”, acrescentou o secretário.
Expansão das policlínicas
A superintendente de Políticas e Atenção Integral à Saúde, Amanda Melo Limongi, ressaltou que o Estado vem ampliando o acesso ao tratamento desde 2019, com a expansão das policlínicas e a oferta de serviços de hemodiálise e diálise peritoneal. “Desde 2019 o governo estadual vem enfrentando o desafio das vagas de hemodiálise. “Com a criação das policlínicas, passamos a ampliar a oferta de serviços e, mais recentemente, fortalecemos a diálise peritoneal, que permite que o paciente realize o tratamento em casa, durante a noite, com mais conforto e qualidade de vida”, enumerou.
“Também estamos ampliando cadeiras de hemodiálise, turnos de atendimento e organizando serviços hospitalares para garantir leitos adequados para esse tipo de procedimento. Tudo isso fortalece a rede e melhora a assistência prestada à população.” Amanda ainda enfatizou o fortalecimento de uma articulação entre os profissionais e a qualificação da linha de cuidado em todo o Estado.
Para o presidente da Sociedade Goiana de Nefrologia, Ciro Bruno Silveira Costa, o evento simboliza o avanço das políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento das doenças renais em Goiás. “Este simpósio representa a consolidação de uma política estadual voltada à doença renal crônica. A implantação das policlínicas, a ampliação dos serviços de diálise e a realização deste segundo simpósio mostram o compromisso com a prevenção e o tratamento”, definiu.
A doença renal crônica costuma ser assintomática e, por isso, precisamos reforçar a importância de exames simples, como a dosagem de creatinina e o exame de urina. Com diagnóstico precoce, conseguimos tratar e evitar a progressão da doença, além de chamar atenção para fatores ambientais e de saúde que também impactam diretamente na função renal.”
Yara Galvão (Texto) Iron Braz (Fotos)


