SES, Fapeg e UFG irão mapear situação das instituições de longa permanência do Estado e promover humanização do atendimento aos abrigados

Projeto ” Fim de vida e cuidados paliativos em Saúde: Desafio do Cuidado na Terceira Idade” vai possibilitar diagnóstico situacional das 73 ILPs cadastradas pela SES-GO, além de traçar perfil dos idosos abrigados nas instituições

Lançado projeto que visa humanização no atendimento às pessoas que vivem nas ILPIs em Goiás

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), lançou nessa quinta-feira (05/02) o projeto ” Fim de vida e cuidados paliativos em Saúde: Desafio do Cuidado na Terceira Idade”. O objetivo é promover a humanização e excelência do atendimento às pessoas abrigadas nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) em Goiás.

Por meio da ação, o Estado terá um diagnóstico situacional das 73 ILPs filantrópicas que são cadastradas pela SES-GO, o perfil dos idosos abrigados nas instituições, além de promover a formação dos profissionais que trabalham em cuidados paliativos, favorecendo a qualificação e padronização do atendimento.

Entre as frentes do projeto estão previstas a descrição e caracterização das condições de funcionamento, infraestrutura e qualidade dos serviços prestados nas ILPIs, por meio de análise situacional, identificando oportunidades de melhoria e propondo recomendações para novos fluxos de monitoramento contínuo desses locais.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde de Goiás, Rasível Santos, o estudo também irá traçar o perfil epidemiológico dos idosos que vivem nessas instituições. Ele ressaltou a importância do projeto em um momento em que o Brasil passa por transição demográfica acelerada que se traduz no rápido envelhecimento da população. “É preciso que a gente invista nos cuidados com a pessoa idosa de modo que traga conforto, assistência, acompanhamento, cuidado e dignidade. Esse projeto coloca Goiás no mapa desse tipo de discussão aprofundada e responsável, envolvendo instituições de renome e de grande credibilidade num assunto de tamanha sensibilidade”, afirmou.

O subsecretário de Políticas e Ações em Saúde da SES-GO, Luciano de Moura Carvalho, ressaltou que o trabalho engloba o desenvolvimento de projetos com a Atenção Primária à Saúde. “Essas instituições precisam ter uma interlocução com os municípios para garantir esse cuidado com os idosos”, completou.

O presidente da Fapeg, Marcos Fernando Arriel, destacou a união de esforços para a implantação do projeto, resultado de um convênio firmado entre a entidade, a UFG e a Fundação Rádio e TV Educativa Cultural da UFG. A primeira etapa é orçada em R$ 800 mil, a serem repassados pela SES à Fapeg. “Temos diversos projetos com a Saúde e estamos abertos a colaborar com mais essa iniciativa importante para a população de Goiás”, afirmou Marcos Arriel.

A coordenadora do estudo e professora do Departamento de Saúde Coletiva da UFG, Marta Rovery, disse que a contribuição da universidade visa levantar evidências para que as políticas públicas cheguem à população da forma mais adequada possível. “O desafio para os próximos dois anos, com o envolvimento de várias áreas de conhecimento, é mostrar que o envelhecimento tem várias interfaces e a única forma que a gente tem de discutir isso de forma exitosa é envolvendo todos os parceiros como estamos fazendo aqui nesse evento”, concluiu. 

Karine Pinheiro (texto) e Marco Monteiro (foto) / Comunicação Setorial

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