SES capacita profissionais para aplicação de anticorpo contra doenças respiratórias
Simpósio marca em Goiás início do uso do Nirsevimabe, nova tecnologia incorporada ao SUS para prevenção do vírus sincicial respiratório em bebês prematuros e com comorbidades

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), por meio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (Suvisa), realizou nesta quarta-feira (28/01) a capacitação dos profissionais para a prescrição e aplicação do Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal de longa duração, desenvolvido para oferecer proteção com dose única para prevenção de doenças respiratórias causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR). O Simpósio “Incorporação do Nirsevimabe – anticorpo monoclonal contra o vírus sincicial respiratório em Goiás”, ocorreu no Auditório do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás, em Goiânia, com a presença de gestores da SES-GO e de médicos, enfermeiros e profissionais das salas de vacina envolvidos na aplicação, gestão e assistência neonatal.
A realização do simpósio marca, em Goiás, o início da transição do uso do Palivizumabe para o Nirsevimabe, nova tecnologia incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenção do VSR, responsável por grande parte das bronquiolites e quadros graves de infecção respiratória em bebês. A subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, ressalta que a mudança representa um avanço significativo na proteção de crianças prematuras e daquelas com comorbidades com menos de 2 anos, público mais vulnerável às complicações. Novecentas doses do Nirsevimabe foram entregues pelo Ministério da Saúde em Goiás e começam a ser distribuídas para as unidades de referência e pontos da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE). O envio das doses pelo MS e distribuição para os municípios será realizada ao longo do ano.
O Nirsevimabe é desenvolvido para oferecer proteção com dose única por toda a sazonalidade do vírus, diferentemente do Palivizumabe, que exige aplicações mensais. Flúvia Amorim argumenta que, além de facilitar a adesão, a nova tecnologia apresenta maior efetividade, amplia a cobertura e beneficia um número maior de crianças. Os dados da SES-GO revelam que em 2025 foram registrados no Estado 12.069 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), sendo 1.641 pelo Vírus Sincicial respiratório. Destes, 1.302 foram em menores de 2 anos.
Diretrizes de transição
Com a incorporação nacional anunciada para 2025 e 2026, o Ministério da Saúde estabeleceu diretrizes de transição entre os dois medicamentos, garantindo que crianças que iniciaram o esquema com Palivizumabe concluam seu ciclo com o mesmo anticorpo durante a sazonalidade 2026, prevista para ocorrer entre os meses de fevereiro e junho. Para os bebês nascidos a partir de fevereiro de 2026 e que atendam aos critérios, o início da profilaxia será feito diretamente com o Nirsevimabe.
Flúvia Amorim avalia que a incorporação do Nirsevimabe é um passo importante na proteção das crianças contra o vírus sincicial respiratório, pois trata-se de uma tecnologia mais efetiva e de dose única, que amplia a cobertura e facilita o cuidado, especialmente para os bebês mais vulneráveis. “Goiás tem se preparado de forma responsável para a chegada do Nirsevimabe. Nosso compromisso é garantir que os profissionais estejam capacitados e que os bebês que realmente precisam tenham acesso oportuno a essa proteção.” A subsecretária aponta a necessidade de as gestantes receberem a vacina contra o VSR a partir da 28ª semana de gestação para “fechar o cerco” e garantir a proteção dos recém-nascidos à doença.
Comunicação Setorial / Secretaria de Estado da Saúde de Goiás
Foto: Iron Braz


