SES apresenta impactos do tarifaço dos EUA na elevação dos custos para Saúde no Conass
Goiás protagoniza implantação de Fórum Permanente no acompanhamento da situação com os setores público e privado. Reunião também aborda riscos da reintrodução do sarampo no País

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) apresentou, nesta quarta-feira (30/07), aos secretários de Saúde de 27 unidades da federação, os impactos do tarifaço dos Estados Unidos para a saúde no Brasil como um todo. O cenário foi detalhado durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) de 2025, em Brasília.
A medida foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donaldo Trump, e deve entrar em vigor a partir de 6 de agosto. O impacto estimado é o aumento de custos de mais de US$ 3 bilhões de dólares anual. O Estado de Goiás tem conquistado protagonismo no cenário nacional, com a criação de um Fórum Permanente dos Setores Público e Privado para acompanhar os impactos na saúde. O grupo de trabalho foi uma determinação do governador Ronaldo Caiado e liderado pelo titular da SES-GO.
Na experiência apresentada ao Conass, ficou deliberado que será feita uma provocação junto ao Ministério da Saúde, para que eles levem também essa preocupação de todos os estados do Brasil com relação a esse conflito tarifário. Na opinião do secretário de Goiás, Rasível Santos, foi uma grande vitória da SES. Após a análise por parte do MS, o Conass poderá encaminhar uma carta para a Embaixada Americana, com assinatura de representação dos 27 estados da federação, detalhando os impacto para o setor no país, incluindo o risco de desabastecimento de insumos, como medicamentos, órteses e próteses.
A SES ainda lembrou que a pauta também será levada ao próximo Fórum de Governadores, com o objetivo de sensibilizar os gestores e garantir soluções que não penalizem a população brasileira. O Governo de Goiás vai solicitar a imunidade do setor saúde com relação às taxações, seja americana, seja a retaliação por parte do governo brasileiro.
Sarampo no Brasil
Outra pauta prioritária na Assembleia do Conass foi o risco de reintrodução do vírus do sarampo no Brasil. Após conquistar, em 2016, o certificado de eliminação da circulação endêmica da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde, o país agora observa com preocupação o aumento de casos em países vizinhos e a queda nas taxas de vacinação em seu território.
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, foi convidada para debater o assunto. Segundo ela, o vírus do sarampo é o mais transmissível conhecido no mundo hoje. “Temos uma boa cobertura vacinal para a primeira dose, mas a cobertura da segunda dose ainda é baixa. E o que está acontecendo no mundo? Mais de 120 países estão enfrentando surtos de sarampo, e ele está entrando no Brasil por diversas vias”, comentou.
De acordo com Mariângela Simão, já há casos importados em ao menos cinco estados, inclusive casos confirmados. “Agora enfrentamos um problema específico no estado do Tocantins, onde está sendo feito um bloqueio. O Ministério da Saúde enviou uma equipe para atuar junto com as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, e estamos trabalhando para conter a situação. Isso porque, ao menor sinal de suspeita de sarampo, a ação precisa ser imediata”, disse.
Em Goiás, a cobertura vacinal para o sarampo em 2025 (vacinas tetraviral ou tríplice viral e varicela) é de 85,84% para a primeira dose e apenas 47,73% para a segunda. No ano passado, a cobertura ficou em 88,86% para a primeira dose e 69,14% para a segunda. A SES-GO fez um importante alerta para a vacinação da população goiana, como estratégia para evitar a proliferação do vírus em Goiás. A vacina do sarampo é uma vacina testada, segura e eficaz, garante a pasta. Não se pode deixar de vacinar crianças, adolescentes, todos, para garantir o bloqueio da população e garantir que não ocorra a reintrodução de sarampo na sociedade.
Foto: Esttevan Ferreira
Secretaria de Estado da Saúde – Governo de Goiás


