Saúde realiza oficinas para padronização de documentos eletrônicos
Iniciativa busca aprimorar o Prontuário Eletrônico de Pacientes, com dados estruturados para maior eficiência e segurança do cuidado

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), por meio da Superintendência de Tecnologia, Inovação e Saúde Digital (Sutis), iniciou nesta segunda-feira (18/08) uma série de oficinas do Projeto de Padronização de Documentos Eletrônicos no Sistema de Gestão Hospitalar, implantado em 32 unidades de saúde do estado. O evento, realizado no auditório da Superintendência da Escola de Saúde de Goiás, reuniu médicos das unidades hospitalares e profissionais dos bancos de sangue.
A ação integra o Programa Saúde Digital da SES-GO, iniciado em 2019, que visa garantir o prontuário único do paciente na rede estadual por meio de padronização, interoperabilidade e uso de dados estruturados.
A gerente de Saúde Digital da Sutis, Diana Ferreira Guimarães, explica que o Projeto de Padronização de Documentos Eletrônicos_tem como objetivo ajustar o Prontuário Eletrônico de Pacientes (PEP) às necessidades reais dos profissionais de saúde, garantindo documentos claros, estruturados e aderentes à legislação vigente. “Esse processo traz mais consistência, segurança do cuidado e gera informações qualificadas para gestão baseada em dados”, destacou.
Outras três oficinas estão programadas para os dias 22, 25 e 26 de agosto, cada uma com profissionais de diferentes áreas da assistência hospitalar. “Convidamos representantes dos hospitais por especialidade — como medicina, fisioterapia, fonoaudiologia e enfermagem — para que juntos possamos construir a padronização dos documentos de forma colaborativa, atendendo às necessidades da ponta”, reforçou Diana.
Atualmente, existem cerca de 800 tipos de documentos eletrônicos inseridos no PEP, muitos deles duplicados ou com conteúdos muito semelhantes. Com a padronização, a SES-GO pretende reduzir esse volume e reorganizar os registros, garantindo que passem a conter dados estruturados em vez de textos livres. A proposta é tornar o PEP mais objetivo, eficiente e útil para a prática clínica e para o monitoramento em saúde.
A nutricionista Marlice Marques, da Gerência de Saúde Digital, é a responsável pelo projeto. A primeira etapa foi realizada na área de Nutrição, com a revisão e padronização dos documentos utilizados pelos profissionais. Diante dos resultados positivos, a experiência foi apresentada à gerência, que aprovou a expansão do trabalho para todas as áreas assistenciais.
Maria José Silva (texto) e Marco Monteiro (fotos) / Comunicação Setorial da SES-GO


