Saúde alerta sobre os cuidados na hora de comprar peixes

Em caso de produtos adulterados, o consumidor deve denunciar à Vigilância Sanitária de seu município ou procurar o órgão estadual por meio do Disque-Denúncia 150

Com o período da Quaresma e a proximidade da Semana Santa, o consumo e venda de peixes, seja de água doce ou salgada, ficam aquecidos. Eliane Cruz, gerente de Vigilância de Produtos da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES), afirma que comer pescados é saudável e saboroso, mas pode trazer danos à saúde se não for de boa procedência e acondicionado da forma adequada para o consumo.

Ela alerta que as pessoas devem ter cautela na hora de comprar peixes. “Este é um tipo de alimento muito sensível, por isso devem-se ter alguns cuidados na compra, preparo e no armazenamento”, afirma Eliane. Na hora de comprar peixes frescos, por exemplo, é importante observar determinados fatores. Os olhos do peixe devem ser transparentes e brilhantes, como se ele ainda estivesse vivo. “Quando o peixe fica muito tempo no gelo, ele fica com os olhos achatados e sem brilho e isso é um sinal importante de que aquele pescado não será ideal para o consumo humano”, diz a gerente.

Caso o consumidor opte por peixes congelados é preciso verificar se o produto é inspecionado pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) e está armazenado na temperatura adequada, conforme informado pelo fabricante na embalagem. “Os produtos não podem estar amolecidos ou com acúmulo de líquidos”, explica a gerente da SES.

Eliane esclarece ainda que comprar o peixe exige atenção maior que a de carnes. O consumidor precisa escolher um estabelecimento limpo, verificar se os atendentes têm cuidados com a higiene e, principalmente, observar se os peixes estão mantidos na temperatura correta. Os pescados frescos e resfriados devem ficar entre -2°C e 2°C. Já se forem congelados e embalados, o consumidor deve observar o que informa o fabricante.

Satoshi Murakami, proprietário de uma das peixarias mais tradicionais de Goiânia, explica que, na hora da compra, o consumidor precisa observar a existência de etiqueta com o nome do produto, o conteúdo líquido (quantidade ou volume), a identificação da origem (país ou local de produção), o lote e o prazo de validade.

Segundo ele, nesta época do ano o comércio de peixes apresenta um aumento em torno de 30%. “Acho que a Sexta-feira da Paixão é o único dia que o brasileiro não come carne”, diz em tom brincalhão. Ele acrescenta que “peixe representa hoje um tipo de alimento saudável e as pessoas comem mais, independente da época do ano”.

Patrícia Naves adota este hábito no cotidiano, seja período da Quaresma ou não. Na compra, ela adota alguns cuidados. “Só adquiro produtos em estabelecimentos com procedência, certificados de procedência e, principalmente, com ambientes limpos e asseados”, afirma a consumidora.

Maria Vitória e Felipe Cordeiro (texto) e Erus Jhenner (foto), da Comunicação Setorial

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