Quando o cuidado vira recomeço: paciente retorna para casa após tratamento no Cresm
Integração entre serviços de saúde mental e assistência social contribui para retorno do paciente ao convívio familiar

A recuperação de pessoas em sofrimento mental e dependência química muitas vezes depende de um trabalho contínuo e integrado entre diferentes serviços da rede pública. A história de Antônio Veras Apolinário, de 22 anos, mostra como o acompanhamento profissional pode contribuir para a reconstrução de caminhos e para o retorno ao convívio familiar.
Ex-paciente da internação do Complexo de Referência Estadual em Saúde Mental Prof. Jamil Issy (Cresm), unidade do Governo de Goiás, Antônio compartilha seu processo de recuperação e os desafios enfrentados durante o tratamento. Ele destaca o acolhimento recebido e o apoio da equipe multiprofissional da unidade ao longo dessa jornada.
“Eu cheguei ao Cresm enfrentando um momento bastante difícil. Há anos sofro de depressão, que se agravou nos últimos tempos. Cheguei aqui sem esperanças, mas, após o tratamento, me reencontrei e, graças aos profissionais da unidade, pude me aproximar novamente dos meus familiares”, relatou Antônio.
Entre os profissionais citados pelo paciente está a psiquiatra Maiara Sena, que ressalta a importância do acompanhamento contínuo e da construção de vínculos terapêuticos para fortalecer o processo de reabilitação e recuperação dos pacientes.
Trabalho integrado
Outro nome importante nessa trajetória é o da assistente social Jackeline Aparecida Fidélis, que realizou acompanhamento próximo do paciente durante o período de tratamento e atuou como elo entre os serviços da rede de apoio.
Segundo a profissional, o processo contou com a articulação entre o Cresm e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do município de Goianápolis, envolvendo diferentes serviços para garantir o suporte necessário ao paciente durante e após o tratamento.
Nesse processo, também contribuíram para o retorno de Antônio ao seu lar a assistente social Kayla Cristiano Ferreira da Costa e Ludimila Ribeiro, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que atuaram em conjunto com a equipe para fortalecer o suporte social e familiar necessário para a reintegração do paciente.
A articulação entre os serviços de saúde mental e assistência social é fundamental para garantir a continuidade do cuidado e favorecer a reinserção social, permitindo que pacientes em recuperação possam reconstruir vínculos e retomar suas vidas com o apoio da rede pública.
Crispiano Filho (texto e foto) / Abevida


