Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano realiza sua 28ª captação de órgãos para doação
Captação de rins, de um doador de 58 anos de idade, é realizada com apoio da Central Estadual de Transplantes, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás

O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN) realizou, na terça-feira (5/8), sua 28ª captação de órgãos para transplante, o sétimo procedimento deste ano. Os rins, captados durante o procedimento na unidade de saúde do Governo de Goiás no município de Uruaçu, vão beneficiar pessoas que aguardam na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
O doador era um homem de 53 anos, que teve morte encefálica determinada por protocolos seguidos por lei. Com a autorização familiar concedida, os órgãos captados darão a chance de uma nova vida a outras pessoas. O hospital se tornou grande aliado dessa causa, instruindo e estimulando familiares e pacientes sobre a importância de ser um doador.
Todo o processo contou com o apoio da equipe de médicos e enfermeiros da Central Estadual de Transplantes, que realizou o procedimento de captação com a equipe do hospital. A logística de transporte aéreo foi realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), que levou os órgãos para Goiânia em aeronave da corporação, antes de seguirem em voos comerciais para o Distrito Federal e para São Paulo.
O HCN tem desempenhado papel fundamental na promoção da doação de órgãos e no salvamento de vidas por meio de transplantes. Apesar da difícil decisão e da dor da perda, as famílias são abordadas e amparadas pela equipe multidisciplinar da Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) da unidade, composta por profissionais do serviço social, psicólogos, equipe médica e de enfermagem, entre outros departamentos importantes para a efetivação da captação.
“A doação de órgãos é um assunto que precisa ser conversado ainda em vida, demonstrando esse interesse, essa vontade de ajudar o próximo, porque a única forma de se tornar um doador é com o ‘sim’ da família. Doar órgãos é um gesto de amor e o transplante pode ser a única esperança de vida ou uma oportunidade de recomeço para as pessoas que precisam da doação”, destaca a presidente da Cihdott e coordenadora de uma das UTIs Adulto do HCN, Kellen Lopes.
Referência no Estado e no Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade de saúde administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed) se consolidou como referência em captação no Estado e realizou um total de sete procedimentos de captação de órgãos para doação apenas em 2024. A 26ª captação foi realizada no próprio hospital, que dispõe de todo o aparato tecnológico para realizar esse tipo de coleta e faz parte da Gerência Estadual de Transplantes.
Ato de Amor
A doação de órgãos é um ato de amor que possibilita salvar muitas pessoas. A doação após morte encefálica só ocorre com autorização da família. Por isso é importante comunicar para as pessoas mais próximas o desejo de se tornar um doador.
A posição da pessoa na fila de espera para doação de órgãos depende de diversos fatores, tais como compatibilidade, idade, doenças associadas e grau de urgência, conforme avaliação da equipe cirúrgica e sempre com o conhecimento do receptor. Quem regula a fila é o Sistema Único de Saúde (SUS), e os órgãos doados vão para pacientes que aguardam na fila nacional única, controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.
Cristiano Martins (texto e foto)/Imed


