Hospital Estadual de Doenças Tropicais reforça orientações sobre dermatite atópica
Referência no atendimento a doenças dermatológicas, HDT reforça importância da conscientização sobre essa condição inflamatória crônica da pele, que pode afetar pessoas de todas as idades

O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) é referência no atendimento a doenças dermatológicas e reforça a importância da conscientização sobre a dermatite atópica. Essa condição inflamatória crônica da pele pode afetar pessoas de todas as idades e comprometer significativamente sua qualidade de vida.
Além da coceira intensa e das lesões cutâneas, a dermatite atópica pode impactar o bem-estar emocional e social dos pacientes, interferindo no sono, no aprendizado escolar e nas relações interpessoais. Em períodos de clima seco e quente, como entre junho e setembro em Goiás, os sintomas costumam se agravar, exigindo atenção redobrada.
A dermatologista da unidade do Governo de Goiás gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG) Nayana Aveiro, explica que a dermatite atópica tem um componente genético, mas também sofre influência de fatores ambientais. Crianças com histórico familiar de alergias, como rinite, asma ou a própria dermatite , têm maior predisposição para desenvolver a doença. Além disso, elementos como exposição a alérgenos, produtos irritantes, banhos excessivos e falta de hidratação da pele podem atuar como gatilhos para o seu aparecimento.
Os sintomas da dermatite atópica variam conforme a idade. Em bebês de até 2 anos, as lesões são mais comuns na face e nos braços. Em crianças e adolescentes, a doença afeta principalmente regiões de dobras, como o pescoço, atrás dos joelhos e a parte interna dos cotovelos. Os adultos podem ter lesões em dobras, mas também couro cabeludo, face, mãos e pés.
“O tratamento inicial inclui cuidados diários com a pele, como evitar banhos longos e quentes, utilizar sabonetes suaves e manter a hidratação regular. Em casos leves, essas medidas podem ser suficientes para o controle da doença. No entanto, em situações mais graves, podem ser necessários corticóides tópicos, imunomoduladores e, em alguns casos, medicações sistêmicas, como imunossupressores”, explica a médica.
Cemac JB
Atualmente, novas terapias, como imunobiológicos e inibidores de JAK, estão disponíveis. Mas, devido ao alto custo, ainda não são amplamente oferecidas. Algumas, porém, já são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em Goiás há protocolo que disponibiliza algumas dessas drogas mediante critérios específicos. O Dupilumabe, por exemplo, foi incorporado, de forma pioneira, pelo Centro Estadual de Medicamentos de Alto Custo Juarez Barbosa (Cemac JB) – leia mais sobre o assunto clicando neste link.
“Nos últimos anos, avanços no entendimento da doença têm permitido diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes. Antes considerada um problema exclusivamente infantil, hoje se sabe que a dermatite atópica pode persistir na vida adulta e exige acompanhamento especializado. “Muitas pessoas se acostumam com os sintomas e deixam de buscar tratamento adequado, mas existem recursos eficazes que podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, destaca a especialista.
Cejane Pupulin (texto e foto)/ISG


