Hemu apresenta experiência do Ambulatório de Roprema no Fórum SES e Parceiros Privados 2026

Unidade do Governo de Goiás compartilha modelo de acompanhamento especializado sobre Rotura Prematura de Membranas Ovulares para gestantes de alto risco

Dra. Cristina Carvalho fala sobre Ambulatório Roprema do Hemu, no auditório da ESG/SES

O Hospital Estadual da Mulher (Hemu) apresentou uma experiência clínica durante o Fórum SES e Parceiros Privados 2026, realizado nesta terça-feira (03/02), no auditório da Escola de Saúde de Goiás/Secretaria de Estado da Saúde (ESG/SES-GO). A iniciativa teve como foco a atenção especializada à Rotura Prematura de Membranas Ovulares (Roprema), condição obstétrica de alto risco que exige acompanhamento rigoroso e condutas baseadas em evidências científicas.

A apresentação foi conduzida pela diretora técnica da unidade do Governo de Goiás, a médica Cristiane de Souza Carvalho, que detalhou os resultados alcançados pelo Ambulatório de Roprema, e destacou os diferenciais do modelo assistencial adotado no hospital. Segundo a diretora, a organização do cuidado em um ambulatório especializado tem contribuído para qualificar a assistência prestada às gestantes de alto risco.

“Ao concentrar o acompanhamento em uma equipe especializada e com protocolos bem definidos, conseguimos oferecer um cuidado mais seguro, individualizado e baseado em evidências, o que se reflete diretamente na redução da prematuridade e na melhora dos desfechos maternos e neonatais”, afirmou Dra. Cristiane.

Entre os principais benefícios observados, a diretora ressaltou a maior viabilidade para a realização da corticoterapia antenatal, estratégia reconhecida por melhorar significativamente os desfechos neonatais, especialmente em relação à maturidade pulmonar do recém-nascido. Como resultado dessa abordagem, o Hemu tem registrado redução da morbimortalidade neonatal e diminuição do tempo de internação hospitalar, tanto das mães quanto dos bebês.

Monitorização materno-fetal
Outro ponto destacado foi a possibilidade de uma monitorização materna e fetal mais rigorosa e sistematizada, permitindo a identificação precoce de intercorrências e a tomada de decisões mais oportunas. Segundo Dra. Cristiane, esse acompanhamento tem contribuído para a redução da necessidade de internações em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), além de favorecer o uso mais eficiente dos recursos assistenciais.

Ao apresentar essa experiência no Fórum SES e Parceiros Privados 2026, o Hemu fortalece sua atuação como unidade de referência na atenção à saúde materno-infantil ao compartilhar práticas que têm gerado resultados positivos na assistência obstétrica e neonatal e contribuído para a melhoria dos indicadores de saúde no Estado.

Hélmiton Prateado (texto e foto)/HMTJ 

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