Hospital Estadual de Itumbiara realiza sua primeira captação de órgãos

Procedimento garantiu as córneas que serão transplantadas para pacientes do Estado e marca o início de um novo ciclo na unidade do Governo de Goiás

Córneas foram captadas com sucesso e serão destinadas a pacientes que aguardam por transplante

O Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos (HEI) realizou, nesta quinta-feira, 4 de junho, a primeira captação de órgãos da unidade do Governo de Goiás na região sul. O procedimento representa um marco importante para a unidade de saúde, simbolizando a transformação da dor da perda em um gesto de solidariedade e esperança.

A doação foi possível graças à sensibilidade e generosidade da família de um paciente do sexo masculino, de 49 anos, diagnosticado com morte encefálica, após traumatismo craniano. Durante o procedimento de múltipla captação de órgãos, as córneas foram captadas com sucesso e serão destinadas a pacientes que aguardam por transplante.

A ação contou com o apoio da Gerência de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) e envolveu equipes médicas especializadas, garantindo que todo o processo ocorresse com respeito, dignidade e agilidade.

Segundo o médico Agnaldo Júnior, diretor técnico do HEI a primeira captação de órgãos é um atestado de boas práticas de toda a equipe assistencial porque significa um alto grau de maturidade para lidar com um caso complexo como esse. Nas últimas semanas as equipes passaram por capacitação para identificar possíveis doadores para captação de órgãos. Logo que há uma possibilidade uma equipe multiprofissional entra em cena para abordar a família e conseguir o aceite da doação dos órgãos, após o protocolo de morte encefálica.

“Toda a equipe do HEI merece aplausos. Para que esse processo ocorra é necessário grande empenho de toda a instituição, o protocolo é rigoroso, são várias frentes que tem que funcionar em harmonia, com agilidade e precisão, e essa organização já coloca o hospital em outra categoria de assistência”, comentou o diretor.

Ele lembrou ainda que esse um marco para hospital e para a cidade, e a expectativa é que vire uma rotina. “É uma vida que se vai, mas que deixa um rastro de amor e gratidão na vida das famílias que tem seus entes queridos aguardando uma oportunidade se ficar um pouco mais por aqui.”

Antes da retirada dos órgãos e depois de todo o preparo do campo cirúrgico há uma cena comovente e de grande significado: a uma conclamação do cirurgião líder do processo todos cessam suas atividades e fazem um reverente minuto de silêncio em respeito ao paciente doador dos órgãos. É uma cena impactante e que retrata o alto grau de profissionalismo dos médicos e demais profissionais que participam de todo o processo.

Hélmiton Prateado (texto e foto)/HMTJ

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