Goiás prepara lançamento da Rede de Municípios e Territórios Saudáveis e Sustentáveis

Participação do estado no 9º Encontro de Prefeitos por Municípios Saudáveis na Região das Américas reforça compromisso da gestão com a criação da rede goiana

Subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, participa do 9º Encontro de Prefeitos por Municípios Saudáveis na Região das Américas, na Cidade do México

A participação de representantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES/GO) no 9º Encontro de Prefeitos por Municípios Saudáveis na Região das Américas ocorreu em um momento de fortalecimento das discussões sobre a implantação do Movimento de Municípios, Cidades e Comunidades Saudáveis (MCCS) no estado.

Goiás já iniciou a mobilização para criação de sua rede, com a realização de oficinas nas 5 macrorregiões de saúde em 2026 para divulgar o tema e mobilizar gestores, profissionais de saúde, educação, cidades e legisladores para a temática. O Lançamento da Rede em Goiás tem previsão para o primeiro semestre de 2027. A partir daí, os municípios goianos estarão aptos a fazerem a adesão.

Para a subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, a participação no evento trouxe a perspectiva do potencial de consolidação da rede. “Um dos principais aprendizados do evento foi compreender que um município saudável vai muito além da oferta de serviços de saúde. Espaços públicos de qualidade, áreas verdes, oportunidades para a prática de atividades físicas, mobilidade e inclusão social são fatores determinantes para a saúde das pessoas. Goiás já iniciou a construção de sua Rede de Municípios e Territórios Saudáveis e Sustentáveis, e essas experiências internacionais mostram que estamos no caminho certo para fortalecer esse processo em nosso estado”, afirma Flúvia Amorim.

O encontro, realizado em outubro no México, reuniu gestores públicos, autoridades de saúde e representantes de municípios de diversos países das Américas para discutir estratégias voltadas à promoção da saúde, redução das desigualdades e fortalecimento das ações intersetoriais nos territórios. A iniciativa integra o Movimento de Municípios, Cidades e Comunidades Saudáveis (MCCS), uma plataforma que incentiva a cooperação entre governos locais para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao bem-estar da população.

A experiência permitiu a aproximação com iniciativas desenvolvidas em outras localidades da região, favorecendo a troca de conhecimento e a construção de parcerias voltadas à promoção da saúde e ao enfrentamento das desigualdades sociais que impactam as condições de vida da população. “Participar do encontro foi uma oportunidade valiosa para conhecer experiências de diferentes países da América Latina e perceber que, mesmo diante de desafios logísticos, geográficos e econômicos, é possível desenvolver ações efetivas de promoção da saúde e atenção primária. O intercâmbio de experiências reforçou a importância de construirmos políticas públicas integradas, capazes de impactar positivamente a qualidade de vida da população”, reforça Flúvia.

MCCS
Segundo informações da OPAS/OMS, mais de 4 mil municípios integram o Movimento Regional MCCS, de 17 países das Américas, além de redes nacionais e subnacionais com diferentes níveis de organização. Entre os países com municípios relacionados na plataforma estão Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.

No Brasil, não existe uma rede centralizada com contagem oficial dos estados participantes, mas diversas redes e iniciativas independentes inspiradas no movimento global de Cidades Saudáveis, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre as principais experiências, destaca-se a Rede de Municípios Potencialmente Saudáveis (RMPS), articulada pela Unicamp, com municípios de cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Amazonas; a Rede de Comunidades Saudáveis (RCS), coordenada pelo Cedaps. A Rede Pernambucana de Municípios Saudáveis (RPMS), iniciativa desenvolvida pelo Núcleo de Saúde Pública e Desenvolvimento Social da Universidade Federal de Pernambuco (NUSP/UFPE), em parceria com o Governo de Pernambuco e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), que articula municípios de diferentes regiões do estado em torno da promoção da saúde, da participação social, da intersetorialidade e do desenvolvimento sustentável, reunindo 32 municípios em 2023, segundo a UFPE, com registro de 33 municípios em material de 2025.

Somam-se a essas experiências a Rede de Desenvolvimento Urbano Sustentável (ReDUS) e o Programa Cidades Sustentáveis (PCS), que promovem iniciativas relacionadas à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com articulações de abrangência nacional. Em conjunto, essas iniciativas evidenciam a diversidade de estratégias de organização territorial voltadas à promoção da saúde, à sustentabilidade, à equidade e à melhoria da qualidade de vida, embora apresentem diferentes formatos institucionais, abrangências e critérios de participação.

Foto: arquivo pessoal

Secretaria de Estado da Saúde de Goiás

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