Especialista do HCN adverte sobre feridas e complicações ocasionadas pelo Diabetes

Controle rigoroso dos níveis de glicemia, por meio de uma dieta adequada, é essencial para evitar agravamento das lesões e favorecer cicatrização

Enfermeiro estomaterapeuta cuida das feridas agudas e crônicas, focando na prevenção de complicações e na reabilitação do paciente

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de pessoas vivem com a doença no Brasil. O diabetes tem como causa a produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Quando não tratado corretamente, pode trazer uma série de complicações ao paciente, como: neuropatias, problemas oculares, renais e arteriais.

O diabetes também é a causa mais comum da neuropatia periférica, uma complicação crônica incapacitante. Além disso, as úlceras nos pés são problemas frequentes que podem levar a infecções severas e até amputações. Pensando nisso, o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), unidade do Governo de Goiás em Uruaçu, traz informações importantes sobre a doença e os principais cuidados com a saúde.

“Pé diabético” é o nome dado popularmente a uma série de alterações que podem ocorrer com o paciente, provocando o surgimento de feridas que não cicatrizam e infecções. De acordo com Murilo Pereira, enfermeiro estomaterapeuta do HCN, especialista no tratamento avançado de feridas, “é extremamente importante entendermos que, na maioria dos casos, elas surgem por conta da perda de sensibilidade que ocorre em pacientes que possuem problemas de circulação e nos nervos periféricos ocasionados pela doença”.

As úlceras em pacientes com diabetes são mais difíceis de cicatrizar porque a reação inflamatória ocasionada pela doença gera uma “lentificação” no sistema de defesa do organismo, fazendo com que o tempo de cicatrização seja mais demorado. “É muito importante também que os pacientes diabéticos mantenham seu índice glicêmico abaixo de 125, idealmente, a fim de melhorarem sua circulação e seu sistema de defesa”, destaca o especialista do HCN.

Segundo o estomaterapeuta, cerca de 30% dos pacientes que chegam com feridas no hospital são portadores de diabetes, interferindo no processo de recuperação. Em casos mais graves, o paciente acaba sendo submetido a amputações, riscos graves de infecção e complicações ainda mais severas. Por isso, é necessário procurar um médico a qualquer sinal de lesão no pé, por mais simples que pareça a ferida.

A principal maneira de prevenir complicações é controlando os índices de glicemia e tratando corretamente o diabetes, por meio de um acompanhamento médico. Além disso, é fundamental uma boa alimentação, rica em proteínas, vitaminas e minerais, para fortalecer o sistema imunológico e promover a regeneração dos tecidos. A prática de atividades físicas, usando calçados apropriados, também é essencial para evitar o agravamento das lesões e favorecer a cicatrização.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico do diabetes mellitus é feito através um exame de sangue gratuito, simples, rápido e de fácil acesso pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento correto significa manter uma vida com hábitos saudáveis, evitando diversas complicações que surgem em consequência do mau controle da glicemia no sangue. Como a doença não tem cura, é importante um tratamento baseado em três pilares fundamentais: a prática regular de atividades físicas; o tratamento dietético, que nada mais é que se adequar às alimentações mais saudáveis, e o tratamento medicamentoso, disponibilizado pelo SUS.

Foto: Cristiano Martins/Imed
Secretaria de Estado da Saúde – Governo de Goiás

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