Com período chuvoso, Hetrin alerta para prevenção da dengue
Estado já registra mais de 20 mil casos confirmados em 2026, segundo a SES-GO

Com a combinação de pancadas de chuva e altas temperaturas, a população deve redobrar a atenção para a prevenção da dengue. Esse cenário favorece a proliferação do mosquito transmissor, aumentando o número de casos e a procura por atendimento nas unidades de saúde.
No Hospital Estadual de Trindade – Walda Ferreira dos Santos (Hetrin), unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), a realidade não tem sido diferente. Somente nos dois primeiros meses de 2026 já foram registrados mais de 230 atendimentos relacionados à doença no pronto-socorro. E dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), apontam que o estado já registrou mais de 20 mil casos confirmados em 2026.
Diante desse cenário, a equipe médica reforça a importância de reconhecer os primeiros sinais da dengue. De acordo com o médico do pronto-socorro, Rafael Abrantes, sintomas como febre, dor no corpo, dor de cabeça, náuseas, vômitos, diarreia, dores nas articulações e manchas vermelhas na pele devem servir de alerta para a população.
Após o diagnóstico ou em casos suspeitos, alguns sinais indicam agravamento da doença e exigem retorno imediato ao pronto-socorro. Entre eles estão sangramentos na gengiva ou no nariz, dor abdominal intensa e persistente, vômitos frequentes, tontura, desmaios e queda de pressão.
Tratamento
O tratamento da dengue, na maioria dos casos, pode ser feito em casa, com foco principal na hidratação. “A base do tratamento é a ingestão de líquidos. É importante consumir bastante água, soro de reidratação oral, água de coco, sucos e chás”, orienta o médico. Segundo ele, há um cálculo simples que pode ajudar a estimar a quantidade ideal de líquidos: cerca de 60 ml por quilo de peso corporal ao dia. Ou seja, uma pessoa com 80 quilos deve ingerir aproximadamente 4.8 litros de líquidos diariamente.
Outro ponto de atenção é o uso de medicamentos. Anti-inflamatórios como cetoprofeno, nimesulida e ibuprofeno devem ser evitados, pois podem agravar o quadro e provocar queda das plaquetas. A recomendação é sempre buscar avaliação médica ao surgirem os sintomas. A orientação final é clara: ao apresentar sinais suspeitos, procure atendimento médico. Em caso de sintomas de alarme, o retorno ao pronto-socorro deve ser imediato.
(Texto e Foto: Débora Alves/Imed)


