Captação de órgãos no Hugol garante nova chance a cinco pacientes
Unidade do Governo de Goiás realizou 146 captações de órgãos e tecidos ao longo de 2025

O Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), unidade do Governo de Goiás, realizou, neste início de 2026, a primeira captação de órgãos e tecidos do ano. O procedimento possibilitou a retirada de um fígado, dois rins e duas córneas, beneficiando cinco pessoas que aguardavam na fila de transplantes, por meio da Central Estadual de Transplantes e da rede nacional.
Mesmo em meio ao luto, a família da doadora autorizou a captação, transformando a despedida em um gesto de solidariedade. A decisão foi tomada após diálogo entre os familiares, reforçando a importância de conversar sobre o desejo de ser doador ainda em vida.
Para a psicóloga da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) do Hugol, Emília Pinheiro, cada autorização familiar representa um ato de generosidade e responsabilidade social. “Nosso papel é oferecer acolhimento, informação clara e respeito absoluto à decisão da família. Quando há autorização, a doação se transforma em esperança para outras pessoas”, destaca.
Reconhecido como o maior captador de órgãos e tecidos do Estado, o Hugol encerrou 2025 com 55 autorizações familiares, que resultaram na captação de 146 órgãos e tecidos. Os números reforçam o papel estratégico da unidade na rede pública de transplantes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiás.
Maior hospital de urgências do Estado, com 512 leitos e atendimento 100% pelo SUS, o Hugol conta com equipe multiprofissional capacitada para conduzir todo o processo de doação com segurança, ética e transparência, seguindo rigorosamente os protocolos médicos e legais vigentes no país.
Como funciona a doação de órgãos
No Brasil, a doação de órgãos e tecidos depende exclusivamente da autorização da família. Por isso, a SES-GO reforça a importância do diálogo familiar sobre o tema, uma vez que a manifestação prévia do desejo de ser doador pode facilitar a decisão e contribuir para salvar vidas.
Texto: Bruna Ferreira / Agir


