Bebê prematuro recebe atendimento integral e humanizado no Hemu

A trajetória das crianças prematuras na unidade do governo de Goiás começa no ventre materno e se estende até os primeiros anos de vida

Ana Lara Araújo com a filha Esther Sofia na UCIN, após etapa vencida

O Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu), reconhecido como referência em pré-natal e parto de alto risco, desempenha um papel essencial no cuidado de gestantes e recém-nascidos em situações de vulnerabilidade. Com uma equipe altamente qualificada e infraestrutura especializada, a unidade é um porto seguro para mães e bebês que enfrentam desafios complexos desde o início da gestação.

A jornada do bebê prematuro começa ainda no útero da mãe. A gestante, identificada como de alto risco durante o pré-natal realizado em sua cidade ou unidade básica, é encaminhada para o hospital de referência. No Hemu, ela passa a ser acompanhada por especialistas no pré-natal de alto risco, garantindo um cuidado integral e preventivo. Durante o acompanhamento é indicado o tipo de parto mais adequado, seja cesariana ou normal, ambos realizados de forma humanizada, priorizando a segurança da mãe e do bebê.

Ao nascer, o bebê é imediatamente atendido por uma equipe de neonatologistas experientes, especializada em prematuridade e outras condições complexas, como malformações abdominais e cardiopatias. Dependendo de sua condição clínica, ele é encaminhado para a UTI Neonatal ou para a Unidade de Cuidados Intermediários Convencionais (UCIN), onde recebe todo o suporte necessário para sua recuperação. Após alta da UTI Neonatal, caso o bebê ainda necessite de maior suporte, ele passa para a UCIN Convencional ou Canguru, onde fica junto com sua mãe, no método canguru, aguardando estabilidade clínica até a alta hospitalar.

“Durante a internação, a mãe é inserida como parte fundamental do cuidado. Ela conta com um espaço acolhedor, refeições e apoio constante, além de participar ativamente nos cuidados ao bebê. Técnicas como o método canguru e a oferta do leite materno são incentivadas, promovendo o vínculo afetivo e o desenvolvimento saudável do recém-nascido. O hospital possui o Banco de Leite humano, o que promove a manutenção do aleitamento materno para esses pacientes”, afirma a neonatologista Daniella Portal.

Preparação para o retorno ao lar
Ao longo da internação, a mãe é capacitada pela equipe para dar continuidade aos cuidados em casa. Ela aprende sobre alimentação, higiene, rotina de sono e outros aspectos essenciais para o bem-estar do bebê. Antes da alta, o serviço social do hospital realiza uma articulação com a unidade básica de saúde do município de origem, garantindo a continuidade do acompanhamento. Essa integração facilita a transição e assegura que o bebê receba o suporte necessário em sua comunidade.

Mesmo após a alta hospitalar, o acompanhamento permanece. O bebê é monitorado no ambulatório de alto risco. Lá, ele recebe suporte médico especializado até completar um ou dois anos de idade, dependendo de sua condição.

Para bebês de outros municípios, o acompanhamento é realizado de forma compartilhada entre o Hemu e a rede de saúde local.

A trajetória do bebê prematuro no Hemu é marcada por um cuidado integral e humanizado, que começa no ventre materno e se estende até os primeiros anos de vida. “Essa abordagem não apenas salva vidas, mas também capacita as famílias a oferecerem o melhor para seus pequenos, garantindo um futuro mais saudável e promissor”, avalia a neonatologista Daniella.

“Minha experiência tem sido muito positiva aqui no Hemu. Esta é a segunda vez que sou mãe de bebê prematuro. A equipe deste hospital é exemplar, sempre atenciosa e cuidadosa, tanto comigo quanto com minha filha. Há dois anos, tive minha primeira filha prematura, Estella Vitória, que nasceu com 27 semanas e fomos bem acolhidas. Hoje, estou aqui novamente com a Esther Sofia que nasceu com apenas 24 semanas e 6 dias, pesando 775 gramas. Após 79 dias na UTI Neonatal, hoje (09/12), ela foi transferida para a UCIN. Agora estamos na fase em que ela precisa aprender a mamar e completar o restante das semanas para poder ir para casa. Hoje, Esther já está com 2 quilos e 140 gramas. Só tenho a agradecer a Deus e a toda a equipe pelo cuidado, dedicação e apoio que recebi e continuo recebendo. O trabalho que fazem é maravilhoso e faz toda a diferença para mães como eu e para os nossos bebês”, pontua a dona de casa Ana Lara Araújo.

Marilane Correntino (texto) e Ana Cléia (foto) / IGH 

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