Alta gestão da SES-GO avalia resultados do último trimestre de monitoramento do Command Center
A ferramenta permite acompanhar, em tempo real, o funcionamento das unidades hospitalares estaduais e identificar gargalos para qualificar o atendimento

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) realizou, nesta quinta-feira (08/10), uma reunião para avaliar os resultados do último trimestre de monitoramento do Command Center, ferramenta que permite acompanhar, em tempo real, o funcionamento das unidades hospitalares estaduais e identificar pontos de pressão na assistência.
Entre os principais objetivos está o monitoramento da superlotação dos prontos-socorros, especialmente da ocupação de corredores. A partir da análise dos dados, os gestores conseguem identificar gargalos nos fluxos de atendimento e estabelecer estratégias para corrigir os problemas, com ações específicas em cada unidade.
O Command Center permite acompanhar o tempo de entrada, permanência e saída dos pacientes, possibilitando identificar etapas que geram maior retenção e comprometem o fluxo hospitalar. Com base nessas informações, os gestores podem adotar medidas para melhorar a distribuição dos pacientes entre as unidades, otimizar processos internos e reduzir o tempo de espera por atendimento e internação.
A avaliação também contempla a realização de cirurgias eletivas, o comportamento das filas cirúrgicas e a organização do fluxo assistencial entre as diferentes regiões do estado.
“Estamos bem avançados na detecção dos problemas de superlotação. Temos apresentado o que cada hospital enfrenta, com indicações de soluções pontuais e sistêmicas, que podem exigir um prazo para serem implementadas. À medida que trabalhamos esses processos, vamos reduzindo o tempo de espera da população para ser atendida ou internada a partir dos prontos-socorros dos hospitais”, avalia o secretário de Estado da Saúde de Goiás, Rasível Santos.
Outro avanço apresentado foi a implantação do Soul Agents, recurso de inteligência artificial integrado ao Command Center. A tecnologia transforma a plataforma em um colaborador digital capaz de compreender contextos, interpretar informações complexas e executar ações e fluxos operacionais em tempo real, ampliando o suporte à tomada de decisões e à gestão hospitalar.
Durante a reunião, a ferramenta foi apresentada aos gestores com o objetivo de demonstrar, de forma prática, como seus recursos podem facilitar a identificação de gargalos e orientar a adoção de medidas para melhorar a eficiência dos serviços e a assistência aos usuários. A expectativa é de avanços contínuos, especialmente na padronização dos indicadores e no aprimoramento dos processos entre as unidades.
“Essa oficina da qual participamos hoje nos aponta um caminho para melhorar a estrutura de todos os hospitais avaliados, principalmente nos pontos de pressão, que são a entrada e a saída dos pacientes. Os dados reforçam a necessidade de ações integradas de regulação e de melhoria do fluxo interno, para reduzir a sobrecarga e aumentar a capacidade de resposta assistencial de toda a nossa rede”, pontua a subsecretária de Políticas e Ações em Saúde, Amanda Melo.
Yara Galvão (texto) e Iron Braz (foto) / Comunicação Setorial SES

