Doenças Diarreicas Agudas (DDA)
As DDAs constituem um grupo de infecções gastrointestinais caracterizadas pela diminuição da consistência das fezes e pelo aumento do número de evacuações (pelo menos três episódios em um período de 24 horas). Em alguns casos, podem incluir a presença de muco e sangue, caracterizando a disenteria. Geralmente, são autolimitadas, com duração de até 14 dias, mas o quadro clínico pode evoluir para desidratação, que varia de leve a grave. Quando não tratada ou tratada inadequadamente, pode resultar em desidratação severa e distúrbios hidroeletrolíticos, levando, em casos mais graves, ao óbito, especialmente em indivíduos com desnutrição.
A transmissão ocorre principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados por microrganismos patogênicos. Também pode ocorrer por meio do contato com superfícies, utensílios, objetos contaminados, mãos não higienizadas e contato com pessoas ou animais infectados.
Em Goiás, como em outros estados, tem sido registrado, desde 2024, significativo número de casos de DDA, situação que trouxe alerta para Vigilância Epidemiológica estadual. Considera-se surto de DDA a ocorrência de dois casos ou mais, relacionados entre si, com histórico de exposição à mesma fonte ou de alteração do padrão epidemiológico (aumento de casos, ocorrência de casos graves, mudança de faixa etária e/ou sexo). O surto de DDA é uma situação que representa um potencial ameaça à saúde da população.
Além da vigilância epidemiológica realizada para prevenção e controle de surtos, o estado e municípios realizam monitoramento e investigação para outras DDAs ou DTHAs (Doença de Transmissão Hídricas e Alimentar), sendo elas:
- Botulismo
- Cólera
- Doença de Creutzfeldt Jakob (DCJ)
- Doenças Diarreicas Agudas (DDA)
- Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA)
- Febre Tifóide
- Geo-helmintíases
- Hepatite A
- Rotavírus
- Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU)
- Síndrome de Raff
- Toxoplasmose Gestacional, congênita, surto e em outros órgãos.


