Goiás destaca protagonismo em saúde digital durante Seminário Internacional do Conass
No evento internacional, em Brasília, Estado apresenta avanços tecnológicos, investimentos realizados, e o reforço da integração nacional no SUS com soluções inovadoras reconhecidas no País

O secretário de Estado da Saúde de Goiás, Rasível Santos, participou, na terça-feira (24/2), do Seminário Internacional Conass Debate – Saúde Digital, promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília. O encontro teve como objetivo qualificar o debate estratégico sobre a transformação digital no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e reuniu palestrantes internacionais, representantes do Ministério da Saúde (MS), secretários estaduais e membros do Conasems.
Ao lado de especialistas do Brasil e do exterior, o secretário apresentou os avanços que consolidam Goiás como referência nacional em saúde digital. O Estado é o único que produz e publica registros no padrão internacional HL7 FHIR, fortalecendo a integração com a Rede Nacional de Dados em Saúde e qualificando a tomada de decisões.
O investimento na área também demonstra a prioridade dada ao tema: os recursos saltaram de R$ 14 milhões, em 2019, para R$ 85 milhões, em 2025. Com iniciativas como o Meu PEP e o Canal Saúde, o cidadão pode acompanhar pelo celular seu prontuário médico, dados de saúde, filas de internação, cirurgias e consultas, ampliando a transparência e o acesso dentro do SUS.
Segundo Rasível Santos, a transformação digital é uma ferramenta estratégica para qualificar o atendimento e otimizar recursos. “A saúde digital garante mais eficiência, melhor uso do recurso público e atendimento na hora certa, no lugar certo e com a equipe certa”, afirmou o secretário.
Engajamento dos gestores
Durante o seminário, a secretária de Informação e Saúde Digital do MS, Ana Estela Haddad, também destacou a importância do engajamento dos gestores na consolidação das políticas públicas. “É fundamental que gestores e atores se enxerguem na política e sintam pertencimento ao que está sendo construído”, afirmou.
“Quando há apropriação e adesão real, a política ganha força institucional e continuidade. Sem base, vínculo e corresponsabilidade, ela se fragiliza. Em 20 anos de atuação, já vi políticas sobreviverem a diferentes gestões porque foram construídas dessa forma”, ressaltou, ainda.
Yara Galvão (texto) e Marco Monteiro (foto)/Comunicação Setorial


