Dificuldade na deglutição é debatida no Huapa
Disfagia, ou problemas para engolir, é bastante comum e pode causar impactos negativos no pulmão, hidratação e convívio social
Em 2010, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia reconheceu o dia 20 de março como “Dia Nacional de Combate à Disfagia”, dificuldade em engolir que é bastante comum, mas que pode provocar impactos negativos na saúde pulmonar, hidratação e no convívio social. A criação da data teve como objetivo auxiliar a população a reconhecer os sintomas, divulgar medidas de prevenção e direcionar sobre o que fazer diante da suspeita da doença.
Com o objetivo de orientar profissionais da saúde sobre como proceder em casos da doença, o serviço de Fonoaudiologia do Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Huapa) promoveu na quinta-feira, 21, no auditório da unidade, palestra de conscientização sobre disfagia. Ministrada pelas nutricionistas da Nestlé Lúria Papacosta e Andresa Rodrigues, a exposição alertou sobre sintomas, causas, fatores de risco e tratamentos, além de apresentar dados sobre pacientes com a doença.
Elas abordaram sintomas, frequência da doença e consequências nutricionais. “A disfagia é mais frequente em casos de doenças neurológicas, degenerativas e no processo de envelhecimento. Tosse ou engasgo, refluxo, sensação de bolo na garganta, sonolência durante as refeições e a recusa alimentar são alguns dos sintomas da doença”, explicou Andresa. A nutricionista ainda observou que “as principais consequências da disfagia são a interrupção da alimentação e a hidratação, já que leva a pessoa a ter o comprometimento e agravamento do quadro”.
Para a assistente administrativa do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Norma Rodrigues, a palestra “abordou um assunto muito importante para colaboradores do hospital, tendo em vista que é um problema comum em idosos, e o Huapa recebe um grande número de pacientes na terceira idade”, avaliou.
Jordana Rodrigues, do IGH


