HDS promove debate sobre tratamento, cura e dignidade no cuidado em hanseníase
Durante encontro, equipe destaca que hanseníase tem tratamento, cura e que enfrentamento ao preconceito deve ser permanente

O Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária Colônia Santa Marta (HDS) realizou um momento dedicado à reflexão, ao diálogo e ao compartilhamento de conhecimentos sobre a hanseníase. Com o tema “Hanseníase tem tratamento e cura”, a iniciativa reuniu profissionais da saúde, gestores e especialistas com o objetivo de ampliar o esclarecimento sobre a doença, incentivar o diagnóstico precoce e fortalecer ações de enfrentamento ao estigma que ainda marca a trajetória de muitas pessoas.
Embora o tratamento seja eficaz, gratuito e amplamente disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde, a hanseníase segue cercada por desinformação e preconceito. Esse cenário reforça a importância de espaços educativos como o promovido pelo HDS, que contribuem para a qualificação das práticas assistenciais e para uma abordagem mais humana, responsável e comprometida com a dignidade dos pacientes.
A abertura do encontro foi conduzida pela diretora-geral do hospital, Mônica Ribeiro Costa. Em sua fala, ela destacou que o avanço científico já tornou a hanseníase uma doença curável. “A hanseníase tem cura e o tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Assim que a medicação específica é iniciada, a transmissão da doença é interrompida e o paciente pode seguir sua rotina normalmente, com dignidade e convivendo com sua família e comunidade”, afirmou.
Na sequência, a enfermeira Tatiany Alves dos Anjos apresentou a temática a partir de sua experiência cotidiana no cuidado e no acompanhamento de pessoas com hanseníase. Ao trazer para o debate a realidade do atendimento, ela ressaltou os desafios enfrentados pelas equipes de saúde e a relevância do vínculo com os pacientes. “O papel fundamental do profissional de saúde é acolher, informar, diagnosticar, tratar e principalmente combater o preconceito”, pontuou.
O debate ganhou ainda mais consistência técnica e científica com a participação de Ana Lúcia Osório Maroccolo de Sousa, médica dermatologista e professora associada de Dermatologia da Universidade Federal de Goiás. Com ampla trajetória acadêmica e assistencial, ela reforçou que o conhecimento é uma ferramenta decisiva no controle da doença. “Quando falamos de hanseníase, falamos de uma doença que tem cura e cujo tratamento é seguro e eficaz. Vencer a hanseníase é cuidar do Brasil o ano inteiro”, destacou.
E para finalizar o debate, a enfermeira especialista em Nefrologia pela UFG, Divina de Siqueira, trouxe uma perspectiva voltada à assistência integral. Em sua intervenção, destacou a importância da identificação precoce da doença. “O diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas físicas, reduzir o sofrimento do paciente e garantir uma melhor qualidade de vida”, ressaltou.
Naicléa Luzia (texto) e Vinicius Souza (foto) / Agir


