HDS alerta para a saúde mental dos idosos no Setembro Amarelo
Cuidado com a saúde mental é essencial diante da vulnerabilidade a transtornos como depressão e ansiedade, que muitas vezes se manifestam de forma silenciosa

O Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária Colônia Santa Marta (HDS), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), chama a atenção para a importância de cuidar da saúde mental dos idosos durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio. Embora o tema seja frequentemente associado aos jovens, especialistas destacam que os mais velhos também estão vulneráveis a quadros de depressão e ansiedade, muitas vezes silenciosos.
Dados do Ministério da Saúde, divulgados em 2018, reforçam essa preocupação ao apontar a alta taxa de suicídio entre pessoas com mais de 70 anos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que a população brasileira com 60 anos ou mais cresceu 18,8% entre 2012 e 2017. Essa mudança no perfil demográfico do país amplia as demandas sociais e de saúde, exigindo respostas efetivas de políticas públicas e da rede de cuidado.
A médica geriatra e gerente médica do HDS, Marina Moreira, explica que envelhecer traz ganhos, mas também desafios emocionais. Ela ressalta que perdas, isolamento social e doenças crônicas podem impactar diretamente o bem-estar psíquico. “É comum que muitos idosos acreditem que sentir tristeza faz parte natural do envelhecimento, mas esse é um mito que precisa ser desconstruído. Envelhecer com qualidade envolve cuidar do corpo e também da mente”, afirma.
No HDS, ações de acolhimento e acompanhamento multiprofissional buscam oferecer atenção integral à pessoa idosa. A instituição reforça a importância da escuta, da convivência social e do acesso a atividades que preservem vínculos e tragam sentido à vida. O apoio das famílias e da comunidade é considerado elemento central para a prevenção do adoecimento emocional.
De acordo com Marina, falar sobre saúde mental é valorizar a vida em todas as fases. O alerta é que, no caso dos idosos, essa atenção precisa ser ainda mais sensível, reconhecendo suas histórias e vulnerabilidades, mas também sua capacidade de manter afetos e construir novas experiências.
Naiclea Luzia (texto e foto) / Agir


