Profissionais do Hospital Estadual da Mulher recebem capacitação do Projeto RHP

Ação visa preparar os colaboradores para aprimorar a qualidade assistencial, com foco na segurança do paciente e eficiência dos serviços prestados da unidade do Governo de Goiás

Colaboradores e colaboradoras participam de dinâmica em grupos para testar seus conhecimentos

O Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu) recebeu, na quarta-feira (22/1), mais uma capacitação pelo projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP), ação colaborativa que reúne três instituições de excelência: o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Moinhos de Vento. Essa iniciativa, promovida pelo Ministério da Saúde, é realizada no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS).

A capacitação foi conduzida pela consultora Karine Curvello, que abordou o tema Ferramentas da Qualidade, dando continuidade ao módulo de planejamento do projeto. Essa foi a segunda capacitação do ciclo e a primeira voltada para a segurança do paciente. “Agora estamos trabalhando as ferramentas da qualidade, apresentando estratégias tanto para a execução do projeto quanto para as atividades diárias dentro da instituição. Mostramos aos profissionais do hospital como esses conceitos estão conectados às políticas de saúde vigentes”, explicou.

Durante a capacitação, foram apresentadas ferramentas estratégicas como 5W2Hs e Diagrama de Ishikawa, além da realização de uma dinâmica e um teste para avaliar o entendimento da equipe. A próxima capacitação do módulo abordará o tema responsabilização, dando continuidade ao fluxo estruturado de treinamentos.

Gestão hospitalar
O Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP) tem como objetivo melhorar a gestão hospitalar, otimizar processos assistenciais e fortalecer os hospitais vinculados ao SUS. O Hospital Moinhos de Vento iniciou sua atuação no Hemu em novembro do ano passado, e os consultores acompanharão a unidade por 15 meses, divididos em três fases: planejamento, com duração de quatro meses; implementação, por oito meses; e monitoramento, três meses.

Segundo a consultora Marina Santos, o projeto busca incorporar e atualizar processos dentro da instituição. “Trabalhamos com planejamento, implementação e monitoramento de ações assistenciais em áreas estratégicas do hospital, sempre com o objetivo de otimizar os processos institucionais e melhorar a qualidade assistencial, garantindo mais segurança para os pacientes”, afirmou.

A equipe de Qualidade do Hemu está fortemente engajada no sucesso do programa. “O projeto representa um avanço significativo na assistência prestada aos pacientes, contribuindo para um atendimento mais seguro e eficiente”, destacou a gerente de Qualidade Corporativa do IGH em Goiás, Michele Silveira.

Aprimorar o SUS
O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) foi criado em 2009 com o propósito de apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada demandados pelo Ministério da Saúde.

Hoje, o programa reúne seis hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médicoassistencial e gestão: Hospital Alemão Oswaldo Cruz (BP), Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento (HMV) e Hospital Sírio-Libanês.

Os recursos do Proadi-SUS advêm da imunidade fiscal dos hospitais participantes. Os projetos levam à população a experiência dos hospitais em iniciativas que atendem necessidades do SUS. Entre os principais benefícios do Proadi-SUS destacam-se a redução de filas de espera, qualificação de profissionais, pesquisas do interesse da saúde pública para necessidades atuais da população brasileira, gestão do cuidado apoiada por inteligência artificial e melhoria da gestão de hospitais públicos e filantrópicos em todo o Brasil.

Marilane Correntino (texto e foto)/IGH

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