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Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia realiza primeira captação múltipla de órgãos

No procedimento realizado na madrugada de domingo, são captados rins, fígado e córneas que vão garantir vida a pelo menos seis pessoas de Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul

Momentos iniciais da captação múltipla de órgãos realizada por profissionais no Heapa

O Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Heapa) realizou, na madrugada desse domingo (9/2), a primeira cirurgia de captação múltipla de órgãos. Essa importante ação pela continuidade da vida foi possível graças ao “sim” da família de uma jovem de 30 anos que, mesmo em meio à dor da perda, autorizou a doação de órgãos após o diagnóstico de morte encefálica.

A captação mobilizou uma equipe multiprofissional capacitada, que atuou de forma integrada e precisa para garantir que os órgãos fossem preservados e rapidamente encaminhados para pacientes na fila de transplante. Foram captados rins, fígado e córneas, que devem salvar a vida de ao menos seis pessoas de Goiás, Rio Grande do Sul e Brasília, que aguardam por um transplante.

A cirurgia contou com equipes médicas de Goiás e do Distrito Federal. A rapidez dos profissionais e a eficiência na logística foram determinantes para que os órgãos chegassem aos pacientes dentro do tempo de isquemia, período crítico em que permanecem viáveis fora do corpo humano.

A diretora técnica do Heapa, Dandara Ferreira Oliveira, destacou que a captação múltipla de órgãos foi um marco para a unidade de saúde. “Estamos diante de uma situação inédita, na qual todos os envolvidos atuaram com extrema rapidez para identificar precocemente a possibilidade de morte encefálica.

Desde a comunicação inicial com a família, conduzida pela equipe multiprofissional, até a abordagem sensível aos familiares, que mesmo em meio ao luto compreenderam a importância da doação de órgãos e o impacto positivo que isso teria na vida de outras pessoas. Essa compreensão foi essencial para que pudéssemos dar continuidade ao processo”, ressaltou.

A médica ainda frisou que a atuação conjunta da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott) com a Gerência Estadual de Transplantes foi determinante para que os dados da paciente fossem rapidamente disponibilizados e os exames coletados com agilidade, garantindo a identificação de potenciais receptores.

“A qualidade técnica dos nossos profissionais foi essencial para manter a paciente estável durante todo o processo, permitindo que cada etapa ocorresse conforme o planejado. Foram 24 horas de intensa mobilização e dedicação para que tudo desse certo. Finalizamos esse processo cientes de que esse esforço coletivo resultou na oportunidade de salvar vidas”, concluiu a médica Dandara.

Respeito
Antes do início do procedimento de retirada dos órgãos, uma cena chama a atenção pelo profissionalismo e humanização das equipes médica e multidisciplinar. Todos os profissionais paralisam suas atividades e prestam uma reverência ao paciente que será doador de órgãos com um minuto de silêncio.

Monitores ligados, paciente sob anestesia, conferência de todos os indicadores efetivada, sob o comando do cirurgião líder. Todos se levantam, inclinam a cabeça e prestam uma respeitosa invocação de sublimação à continuidade da vida. Dentro de sua crença religiosa ou respeito à ciência se junta à egrégora do momento de solene interação pelo gesto de todos os envolvidos.

Hélmiton Prateado (texto e fotos)/HMTJ

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