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HGG reduz fila de atendimento com cirurgias para tratamento da endometriose

Serviço de Ginecologia da unidade é pioneiro nesse tipo de procedimento pelo SUS

Beatriz Cristina Honório, de 39 anos, passou pela cirurgia para tratamento da doença

Para encerrar as ações do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG dedicadas ao Mês da Mulher foram realizadas neste sábado (29/03), mais três cirurgias para tratamento da endometriose. Ao longo do mês, a unidade do Governo de Goiás promoveu uma série de atendimentos voltados para mulheres, entre eles, a realização de procedimentos cirúrgicos, além de orientações gratuitas sobre a doença à população por meio do projeto Saúde na Praça. O Serviço de Ginecologia do HGG é pioneiro no procedimento e é referência no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2018. As cirurgias de alto custo são realizadas com recursos financeiros disponibilizados pelo Estado.

A programação contou com apoio de médicos da Sociedade Goiana de Ginecologia e Obstetrícia (SGGO) e encerra o mês de março com a realização de 17 cirurgias. Destas, dez são para o tratamento de endometriose em pacientes com faixa etária entre 35 e 41 anos, idade de maior prevalência da doença, e outras sete de remoção de lesões pré-malignas causadas pelo vírus do HPV, principal responsável pelo câncer do colo do útero. “Essa é mais uma iniciativa que demonstra o compromisso do Governo de Goiás em garantir a saúde da população, com especial atenção ao público feminino”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos.

A confeiteira Beatriz Cristina Honório, 39 anos, é uma das pacientes que passou pelo procedimento no HGG. Ela relata que, desde a adolescência sofria com fortes dores abdominais durante o ciclo menstrual, mas que foi aos 36 anos que o quadro se agravou, com sangramentos contínuos. “Teve períodos que eu passava o mês inteiro com sangramento e dores incapacitantes, que me ocasionou até anemia. Às vezes, eu não sabia distinguir se era menstruação ou não. Foram dois anos fazendo exames, sem obter um diagnóstico correto, até que me encaminharam para o HGG, onde fiz exames de ultrassom e ressonância. Foi quando constataram a doença, que já tinha comprometido meu ovário esquerdo. Agora, só desejo ter uma vida normal, sem dores”, desabafou.

O médico Eduardo Pontes, chefe do Serviço de Endoscopia Ginecológica do HGG explica que atualmente, com o apoio de equipes médicas especializadas, a unidade consegue promover iniciativas voltadas para redução das filas de atendimento. “Sabemos que o diagnóstico dessa doença é difícil e temos poucos médicos especializados e conhecedores da enfermidade. Então, é fundamental chamarmos atenção para essa causa, que precisa de atenção e cuidado. Quero agradecer aos colegas que nos apoiaram durantes as ações, que cederam seu tempo e habilidades para a realização dessa iniciativa”, afirmou.

No HGG, as cirurgias para tratamento da endometriose são realizadas por meio da videolaparoscopia, técnica que utiliza câmeras introduzidas através do abdômen do paciente. O método cirúrgico, considerado um dos mais modernos do mundo, consiste em pequenas incisões em vez de grandes cortes, o que resulta em menor trauma para o paciente, propiciando uma recuperação mais rápida, reduzindo o tempo de internação hospitalar e permitindo que o paciente retorne às suas atividades normais mais rapidamente.

Quadro Atual
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), os atendimentos na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS), relacionados ao diagnóstico da endometriose cresceram 76%. Em 2022, foram realizados 82.693 atendimentos; em 2023, 115.765 atendimentos e em 2024, 145.744 atendimentos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 180 milhões de mulheres enfrentam o problema no mundo, destas, sete milhões são brasileiras.

Sintomas
De acordo com o MS, a endometriose é uma doença inflamatória provocada por células do endométrio – tecido que reveste o útero – que, em vez de serem expelidas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a se multiplicar e a causar sangramentos. A doença é muito frequente no período reprodutivo, desde a adolescência até a transição para a menopausa e um dos sintomas que a mulher pode apresentar é a cólica intensa durante a menstruação. Na endometriose, essa cólica menstrual é constante e progressiva, ela vai aumentando de intensidade e geralmente começa mais tardiamente.

Outros sintomas que também podem ser sinais de alerta para a doença são: dor durante as relações sexuais; dor e sangramento intestinal e urinário durante a menstruação; dificuldade para engravidar. A infertilidade também está presente em muitos casos de mulheres com endometriose. Além disso, a doença não tem cura. O tratamento é realizado com medicações para redução da dor.

Texto e foto: Suzana Meira / Idtech

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