AGR realiza roda de conversa e oficina no Mês das Mães

Evento integra programação do Cenário Maternidades Disruptivas, que inclui palestras, debates e oficinas e exposições em quatro encontros com as mães que trabalham na autarquia

A Diretoria de Gestão Integrada da Agência Goiana de Regulação (AGR) e o Comitê Permanente para Questões da Mulher e da Diversidade realizaram, na quinta-feira (21/05), o terceiro evento do Cenário Maternidades Disruptivas, no contexto dos Cenários da Diversidade na AGR. Uma Roda de Conversa, que teve como pano de fundo a pergunta Quando foi que você deixou de sonhar?, seguida da oficina “Além de Mim”. O encontro, no auditório do edifício-sede, reuniu as mulheres da autarquia para momentos de reflexões sobre as diferentes formas de maternidades.

A diretora de Gestão Integrada, Andrea Bonanato Estrela, fez a abertura do encontro, destacando que o propósito do evento era discutir todos os vieses que envolvem a maternidade. Em seguida, as servidoras Gabriella Queiroz e Lorena Patrícia de Oliveira, do Comitê da Mulher e da Diversidade, conduziram um debate sobre a maternidade, sugerindo uma reflexão a partir da experiência individual para experiências coletivas.

Na roda de conversa, as mulheres participantes puderam dar os seus depoimentos e falar dos seus pontos de vista, num clima acolhedor e de muita ressonância. Lorena Patrícia lembrou de um poema que a servidora Gabriella Queiroz apresentou em evento anterior e que suscitou a questão sobre falar de maternidade sem ser mãe, em que se pode reconhecer dúvidas sobre com quem ser mãe, se adotar ou não adotar, reforçando a ideia de que a maternidade é relativa ao ser mulher. “Ser mulher não é algo individual, mas muito coletivo; as experiências podem parecer originais, mas talvez falta falar com a mulher do lado e perceber que há experiências individuais dentro de experiências coletivas”, disse.

Depois, falou-se de como a mulher sofre pressões externas quanto à maternidade, primeiro quando ainda não se é mãe, a cobrança da família e da sociedade, depois, sobre ser a mãe ideal, a que supre todas as necessidades dos filhos, muitas vezes sozinha. Se há falhas, sentem-se culpadas. E há pressão também em relação a se abdicar dos desejos e dos sonhos, em detrimento dos filhos e da família.

Gabriella Queiroz, valendo-se do enredo do filme “Meu nome é Agneta”, fala do facínio que a protagonista tinha pela França e que, ao ser demitida, trava um diálogo com o marido e que nesse diálogo fica claro o quanto ela não é vista com prioridade, nem por si mesma. Ela atende a um anúncio de emprego e deixa a família para cuidar de uma “criança” na França, mas ao chegar lá encontra um idoso excêntrico que havia abandonado a família para viver sua arte. Num diálogo entre ela e o idoso, Agneta irritada fala que ele não sabe nada sobre ela. Então ele responde: Não, e parece que você também não. “Para mim, esse diálogo mostra o quanto o amor tem a ver com amar e não se apagar”, concluiu.

A conselheira Maria Silvia de Lima Hatschbach destacou a necessidade de uma mudança cultural em relação à divisão de responsabilidades na maternidade, para que nem tudo recaia sobre os ombros da mãe e ela possa conciliar a maternidade com atividades profissionais, caso assim deseje. Ela reforçou que a mulher sempre é cobrada por qualquer escolha que faça, por isso, é importante que ela faça escolhas que a deixe feliz.

Durante a roda de conversa, as coordenadoras apresentaram definições de maternidade, destacando que no ocidente a maternidade tende a ser romantizada, como amor incondicional e realização social, enquanto no oriente ela aparece como dever familiar e continuação da linhagem. Lorena Patrícia destacou que entre os povos originários do Brasil houve uma colonização material mas também cultural em que as diferentes formas de maternidades foram mudando. Era comum em muitos povos, conforme observou, as crianças serem amamentadas por várias mulheres e criadas por toda a comunidade.

Em seguida, foi disponibilizado às participantes várias perguntas num Quiz Interativo on-line em que se questionou conceitos de maternidade, se já sentiu pressão na maternidade, se a maternidade afasta a mulher de si mesma, entre outras. Oportunidade para novas considerações e reflexões sobre o tema. A servidora Poliana Reis Nunes leu uma poesia que fez sobre as diversas maternidades.

Oficina de arte e autoconhecimento

Após a roda de conversa, as coordenadoras Lorena e Gabriella passaram à parte prática do evento, com a Oficina “Além de Mim”. Elas distribuíram papel, lápis de cor e gis cera e pediram que as participantes desenhassem uma flor com dez pétalas, em tamanho que possibilitasse escrever nas pétalas. Hora de relaxar e rememorar a satisfação que era desenhar e colorir jardins e paisagens bucólicas, na infância. Cada uma, a seu tempo e modo, fez a sua flor. Na etapa seguinte, escreveram em cada uma das pétalas, o prato de que mais gosta, lugar onde se sente feliz, o que mais a faz feliz, o que gostaria de aprender, um defeito, uma qualidade, um poder de super herói, o que há nos outros que a irrita, maior medo e maior sonho.

Por último, as participantes foram convidadas a falar, todas ao mesmo tempo, as respostas às dez indagações cujas respostas foram escritas nas pétalas da flor desenhada, muitas delas coloridas de forma detalhada e caprichada. Dessa forma, segundo justificou a servidora Lorena Patrícia, todas iam ter facilidade em compartilhar o que haviam escrito em relação a si mesmas. Um mergulho na individualidade. E foi como uma catarse, risos, falas em grupo e muitas palmas para encerrar o momento, seguido de sorteios de brindes e mimos para todas as mulheres presentes.

Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) – Governo de Goiás

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