Encontro aproxima Centros de Excelência da Embrapii e amplia perspectivas de parceria com a indústria
Evento realizado em Goiânia apresentou competências dos centros de pesquisa e inovação de Goiás e discutiu caminhos para credenciamento como Unidades Embrapii
A aproximação entre ciência, inovação e setor produtivo foi o foco do 2º Encontro dos Centros de Excelência, realizado na sexta-feira (7/8), no auditório do HUB Goiás, em Goiânia. Promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), o encontro reuniu coordenadores e pesquisadores dos dez Centros de Excelência em Pesquisa e Inovação do Estado, o diretor de Planejamento e Gestão da Embrapii, Guilherme Coutinho Calheiros, e o presidente da Fapeg, Marcos Arriel, diretoria e servidores da Fundação para discutir oportunidades de cooperação, transferência de tecnologia e desenvolvimento de projetos em parceria com empresas.
Para o presidente da Fapeg, Marcos Arriel, o encontro ocorre em um momento estratégico para a consolidação da política estadual de Centros de Excelência. Segundo ele, desde o primeiro encontro, realizado em 2023, novos centros foram estruturados e, recentemente, a Fapeg publicou a Resolução Normativa nº 1/2026, que regulamenta a política. A norma é resultado de um processo iniciado em 2020 e estabelece diferentes níveis de maturidade para os centros, com uma trajetória voltada à sustentabilidade e à redução gradual da dependência de recursos públicos.
“Nosso objetivo central é reconhecer os diferentes níveis de maturidade dos centros e estabelecer uma trajetória focada na sustentabilidade. A meta é que essas instituições alcancem autonomia, consolidem sua excelência científica e se tornem referências em suas respectivas áreas”, destacou Marcos Arriel.
A articulação com a Embrapii representa uma nova etapa nesse processo, ao aproximar os Centros de Excelência das demandas do setor produtivo e ampliar as possibilidades de desenvolvimento de soluções tecnológicas. O credenciamento como Unidade Embrapii permite às instituições acessar recursos não reembolsáveis para projetos de PD&I desenvolvidos em parceria com empresas, compartilhando custos e riscos e fortalecendo a conexão entre conhecimento científico e aplicação industrial.
Durante sua participação, Guilherme Coutinho apresentou o modelo de atuação da instituição, as possibilidades de credenciamento como Unidade Embrapii e os mecanismos de financiamento voltados à pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Ele ainda destacou a importância de aproveitar estruturas de pesquisa já existentes no país e criar mecanismos que permitam maior agilidade na relação com as empresas. Para ele, o modelo Embrapii foi estruturado justamente para superar entraves e aproximar a capacidade científica e tecnológica das necessidades do setor produtivo.
“É um privilégio estar neste evento. Espero que esta iniciativa sirva de referência para outras instituições que fomentam a pesquisa no Brasil, pois tais parcerias são fundamentais para estruturar e promover o desenvolvimento tecnológico do nosso país”, afirmou Coutinho.
Segundo o diretor da Embrapii, o modelo permite que unidades credenciadas atuem de forma contínua, com flexibilidade e menor burocracia, em diferentes áreas do conhecimento. “Em vez de criarmos novos centros de pesquisa do zero, compreendemos que já dispúnhamos de uma infraestrutura robusta, que poderia ser otimizada para reforçar a inovação”, explicou.
Centros de Excelência
Após a abertura do encontro, os representantes dos dez Centros de Excelência apresentaram, em formato pitch, suas principais competências, áreas de atuação e potencialidades de parceria com o setor produtivo. Em seguida, tiveram a oportunidade de dialogar diretamente com o representante da Embrapii, esclarecendo dúvidas específicas e conhecendo possibilidades de atuação e credenciamento relacionadas às características e necessidades de cada área de pesquisa.
Atualmente, o Estado conta com dez Centros de Excelência consolidados: Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA); Centro de Excelência em Bioinsumos (CEBIO); Centro de Excelência em Agricultura Exponencial (CEAGRE); Centro de Excelência em Segurança Hídrica do Cerrado (CEHIDRA Cerrado); Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA Cerrado); Centro de Excelência em Redes Inteligentes Sem Fio e Serviços Avançados (CERISE); Centro de Excelência em Hidrogênio e Tecnologias Sustentáveis (CEHTES); Centro de Excelência em Tecnologia e Inovação em Saúde (CETI-Saúde); Centro de Excelência em Genética e Genômica (CEGGen); e Centro de Excelência em Saúde Única (CESU).





























