Inflação de outubro em Goiânia é a menor nos últimos 19 anos
O Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), da Secretaria de Economia de Goiás, divulgou nesta quinta-feira, 7/11, às 14h30, em coletiva de imprensa o Índice de Preço ao Consumidor (IPC) de outubro passado que mediu a inflação do período para cidade Goiânia. O evento foi realizado no auditório do órgão no complexo da Economia, setor Nova Vila, em Goiânia.
O IPC de outubro passado registrou alta inflacionária de 0,03% para Goiânia, índice inferior ao apurado em setembro deste ano, quando a taxa ficou em 0,32%. Desta vez, o IPC de 0,03% registrado para a capital do Estado representou surpresa para os pesquisadores do Instituto goiano, uma vez que foi o mais baixo verificado para o mês de outubro nos últimos 19 anos.
Conforme avaliação do IMB, cinco dos nove grupos de despesas pesquisados apresentaram índice positivo para outubro, com destaque para alimentação básica (0,78%) grupo este responsável pela contribuição positiva de 0,23 pontos percentuais. Em seguida estão os grupos de transportes (0,95%), vestuário (0,80%), educação (0,50%) e despesas pessoais com (0,11%).
Enquanto isto, os grupos que apresentam queda e contrabalancearam o índice e apresentaram produtos com preços menores estão: habitação (-1,71%), artigos residenciais (-1,90%, saúde e cuidados pessoais (-0,18%). O grupo comunicação permaneceu estável na passagem de setembro para outubro deste ano.
Na avaliação do economista Marcelo Eurico de Sousa, pesquisador do IMB, “esses grupos seguraram a inflação de Goiânia para um patamar mais baixo”, destaca o economista. São exemplos de produtos de alimentos básicos que registraram queda de preços no período pesquisado pelo instituto: cebola, cenoura, café moído, energia elétrica, açúcar, televisor, geladeira.
Dentre os produtos que pressionaram os preços estão: gasolina comum, etanol pão francês, calça masculina, banana prata, carne bovina (coxão duro), tomate.
Saiba mais – Os preços dos alimentos para consumo das famílias no domicílio tiveram variação média de 1,28%, com destaque para: banana prata (12,50%), maçã (5,74%), laranja pera (3,16%); ovos grandes/extras (12,21%), frango em pedaços (5,11%); carne bovina: coxão duro (6,13%), patinho (4,72%), acém (4,27%), coxão mole (3,71%); tomate (9,38%), repolho (6,67%); queijo frescal (7,01%), leite LV (2,14%); biscoito doce (5,17%); óleo de soja (2,40%), feijão carioca (2,58%); achocolatado (4,23%); refrigerante 2l (1,50%).
Alimentação fora do Domicílio (-0,41%): lanche: refrigerante 290ml (-4,32%); almoço a peso (0,00%). Transportes (0,95%): gasolina comum (1,98%), etanol (6,44%) e óleo diesel (2,66%); motocicleta (3,57%); passagem de ônibus interestadual (9,88%). Vestuário (0,80%): camiseta masculina (6,41%), camisa masculina (3,93%); calça masculina (3,73%); tênis adulto (4,32%), sapato masculino (2,10%), chinelo adulto (2,13%); bolsa (7,94%), óculos sem grau (2,90%). Educação (0,50%): uniforme escolar (8,92%), curso de informática (2,98%). Despesas Pessoais (0,11%): corte de cabelo masculino (5,22%), corte de cabelo feminino (3,98%); cigarro (0,41%). Habitação (-1,71%): tarifa de energia elétrica (-8,49%); esponja de aço (-4,08%), limpador multiuso (-2,49%).
Artigos Residenciais (-1,90%): conjunto de estofado (-11,48%), colchão de solteiro (-4,32%), rack para TV e som (-2,02%); televisor (-9,01%); liquidificador (-2,84%), geladeira (-2,28%); lençol de solteiro (-3,27%). Saúde e Cuidados pessoais (-0,18%): medicamentos: anti-infeccioso (-5,94%), antiulceros (-4,37%), dermatológico (-2,58%), anti-helmíntico (-2,54%); lâmina de barbear (-3,96%), perfume (-2,54%). Comunicação (0,00%): os preços dos serviços pesquisados permaneceram estáveis. Ressalta-se que dos 205 produtos/serviços pesquisados mensalmente, 105 apresentaram elevação, 34 ficaram estáveis e 66 tiveram variação negativa.
Comunicação Setorial – Economia/GO


