Roda de conversa emociona servidores com partilhas sobre a pluralidade materna e o “ninho vazio”

O segundo encontro da programação especial do mês das mães reuniu a equipe no auditório para debater, com sensibilidade e poesia, os desafios diários da maternidade real, a diversidade e a redescoberta da mulher
Dando sequência às atividades especiais de maio, mês dedicado a refletir sobre a maternidade e suas diversidades, a Agência Goiana de Regulação (AGR) realizou mais uma emocionante roda de conversa em seu auditório. O encontro aprofundou temas fundamentais do universo feminino , propondo aos colaboradores uma escuta atenta sobre a sobrecarga invisível do cuidado e os desafios de conciliar a dedicação à família com a vida profissional.
Na pele de mãe
O debate ganhou contornos de profunda reflexão quando a servidora Neide tomou a palavra para conduzir o tema “Na pele de mãe”, trazendo a perspectiva da maternidade negra. Mãe de Jonas, de 9 anos , que possui a pele mais clara devido à miscigenação , Jacineide Araújo compartilhou as situações cotidianas em que precisa justificar sua maternidade em ambientes públicos.
O relato, longe de buscar vitimização, foi um convite à empatia e à quebra de paradigmas. Ela emocionou os colegas ao contar que, para dar leveza à situação, ensinou ao filho desde pequeno que ela é “da cor de chocolate”. O momento foi encerrado com uma forte mensagem de autoaceitação: “Reconhecer a própria negritude não é motivo de vergonha. É motivo de pertencimento, resistência, força, brilho e beleza negra”.

O “ninho vazio” em prosa e verso
A segunda etapa do encontro voltou os olhares para a fase em que os filhos crescem e batem asas. A servidora Ede Jane compartilhou sua experiência de ver as três filhas saírem de casa para estudar e construir suas famílias. Lendo um texto autoral , ela ressaltou que o ninho vazio “não é o fim, mas uma nova etapa para reaprender a viver de forma plena”.
A arte mais uma vez se fez presente para traduzir sentimentos complexos. A servidora Poliana Nunes assumiu o microfone para declamar um poema divertido e sensível sobre seus três filhos. Em versos, ela narrou a saudade deixada pela partida de cada um, arrancando sorrisos e lágrimas de identificação das colegas presentes.
Rede de apoio e “maternagens”
A atmosfera de conexão foi tão grande que outras gerações presentes na plateia pediram a palavra. A jovem Maria Clara Grandsire relatou sua visão como filha mais velha que já saiu de casa, compartilhando seu desejo de ajudar a mãe a se redescobrir após quase 30 anos dedicados exclusivamente ao cuidado da família. O grupo também refletiu que a maternidade extrapola a questão biológica e que a “maternagem” se estende a colegas de trabalho e familiares, reforçando que a força cuidadora da mulher merece reconhecimento.
Após uma manhã de escuta atenta, trocas sinceras e fortalecimento dos laços entre a equipe, os participantes foram convidados para um lanche especial. A programação do Mês das Mães da AGR continua na próxima quinta-feira, dia 21 de maio, a partir das 9 horas, no auditório da agência.
Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) – Governo de Goiás


