AGR promove palestra sobre redação oficial e conceitos de linguagem simples

Atividade promovida pela rede TransformaGOV da AGR, em parceria com a Casa Civil, destaca a desburocratização da escrita como ferramenta para otimizar a comunicação pública
Para tornar a comunicação pública mais clara e direta, a Agência Goiana de Regulação (AGR), em parceria com a Casa Civil promoveu a palestra “Orientações práticas de redação oficial e conceitos de linguagem simples” para seus servidores. A palestra, do professor Wellington Lemes Coelho, servidor da Gerência de Redação e Revisão de Atos Normativos, da Secretaria de Estado da Casa Civil, levou os participantes a refletirem sobre a importância de revisar a forma como se comunicam, interna e externamente.
A abertura do evento foi conduzida pela diretora de Gestão Integrada, Andrea Bonanato Estrela, que destacou a importância do tema no atual contexto goiano, especificamente após a nova legislação estadual sobre o assunto. “Hoje, temos um instrumento legal que estabelece os critérios para a adoção da linguagem simples na administração pública, a fim de facilitar a compreensão da população”, afirmou. Sua fala introduziu a apresentação de Wellington Lemes, que defendeu a desburocratização da linguagem como uma ferramenta para a eficiência e para o pleno exercício da cidadania.

Foco na ‘descomplicação’ em vez da ‘simplicidade’
A primeira parte da palestra foi dedicada à distinção entre os termos “simples” e “descomplicado”. O especialista explicou que “o que é simples para um, pode não ser para outro”, em virtude das diferentes vivências e níveis culturais. Por isso, defendeu o uso de “linguagem descomplicada”, que descreve um processo intencional para retirar os obstáculos do texto, tornando-o claro para o leitor comum.
Wellington sugeriu que, ao escrever, o redator deve se colocar no lugar de um cidadão comum, uma atitude empática, para que os termos e a estrutura da frase não criem barreiras à compreensão. Segundo ele, essa autoavaliação é um processo contínuo de simplificação do próprio texto.
Os atributos da redação oficial: clareza, concisão e coerência
Em um segundo momento, a palestra focou nos qualificadores essenciais da redação oficial. O palestrante detalhou a importância de atributos como a clareza, para que o conteúdo seja transparente e de compreensão imediata; a concisão, que permite dizer muito com menos palavras, reduzindo a burocracia dos processos; e a coesão e coerência, que garantem a lógica e a correção gramatical do texto.
Além disso, Wellington destacou a objetividade, a capacidade de ir direto ao ponto, evitando digressões, e a formalidade e padronização como fundamentais. Ele explicou que a formalidade não é sinônimo de “juridiquês”, mas sim o respeito às formas e aos modelos de documentos, como ofícios e despachos.
Do ‘juridiquês’ à burocracia: dicas para uma escrita eficiente
Encerrando sua fala, o palestrante orientou os servidores a abandonarem vícios de escrita comuns. Entre as práticas sugeridas, a eliminação de expressões como “com fulcro em”, “em tela” e “trazer à baila” foi um dos destaques. Ele também alertou para o uso excessivo de gerúndios e a proliferação de despachos desnecessários, sugerindo a adoção de despachos e ofícios conjuntos para dar mais rapidez aos processos.
Ao final da palestra, ficou a mensagem de que a comunicação escrita é um instrumento direto de eficiência e transparência. A linguagem descomplicada, segundo Wellington, se apresenta como um pilar para um serviço público mais acessível e eficaz para todos.

Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) – Governo de Goiás


