FRANGOS – AGRO EM DADOS / MAIO 2026

Em março de 2026, o Índice de Custo de Produção do animal vivo (ICPFrango)* acumulou a quinta alta consecutiva, com destaque para a ração, que respondeu por cerca de 63,6% dos custos, segundo a Embrapa. Esse cenário, aliado à queda nas cotações do frango resfriado no primeiro trimestre do ano, reduziu o poder de compra do produtor, medido em quilos de milho e farelo de soja por quilo de frango vivo. Ainda assim, no acumulado de 12 meses, o custo de produção apresentou recuo de 3,0%, indicando atenuação parcial no comparativo anual.
No atacado, apesar da carne de frango seguir como a mais acessível quando comparada às demais concorrentes, em abril, perdeu competitividade frente à proteína suína. Segundo o Cepea, nesse período, o preço da carne de frango resfriada foi de R$ 7,28/kg, ajuste positivo de 3,5% em relação ao mês anterior. Já a carcaça suína especial apresentou recuo de 10,5%, com média de R$ 9,01/kg. Dessa forma, em abril, o diferencial entre os preços da carcaça suína e do frango resfriado foi de R$1,73/kg, frente a R$3,03/kg em março, redução de 42,9% no comparativo mensal.
No panorama internacional, para Goiás, os embarques de carne de frango em março de 2026 foram destinados a 66 países e alcançaram recorde em valor e volume exportados para o mês. Nesse cenário, o saldo da balança comercial atingiu também o maior patamar já registrado, de US$ 51,3 milhões. Esse desempenho foi resultado, dentre outros fatores, do aumento nas aquisições dos principais parceiros do estado, na qual destacam-se: China, Emirados Árabes Unidos e Japão, com crescimento no volume importado de 65,6%, 165,8% e de 17,9%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior.

*ICPFrango – índice mensal calculado pela Embrapa a partir dos custos de produção de frangos no Paraná.

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