FRANGOS – AGRO EM DADOS / JANEIRO 2026

Em 2025, as cotações da carne de frango permaneceram elevadas, superando os níveis observados nos dois anos anteriores, com valores acima de R$ 8,00/kg durante a maior parte do ano. A exceção ocorreu nos meses de junho a setembro, em que o caso de Influenza Aviária registrado no Brasil influenciou de forma expressiva o mercado da proteína, pressionando negativamente os preços (ver gráfico da Série Histórica de Preços).

No comércio exterior, no acumulado de janeiro a novembro de 2025, a carne de frango goiana alcançou 94 destinos – maior patamar ao considerar a série histórica desde 2014. Essa abrangência internacional reforça a relevância de Goiás no mercado de proteína animal, com presença em quase metade dos países do mundo. Ademais, a Gerência de Inteligência de Mercado Agropecuário/SEAPA aponta que o valor e volume exportados nesse período sinalizam a tendência de recorde para o ano, já superando os níveis registrados em 2024. Diante desse contexto, o saldo da balança comercial do setor totalizou quase meio bilhão de dólares, avanço de 7,2% frente ao ano anterior.

Na avicultura de postura, Goiás apresentou avanço significativo, com recorde no Valor Bruto da Produção (VBP) de ovos em 2025. Segundo o MAPA, a projeção para o setor foi de quase US$1,6 bilhão, crescimento de 17,4% em relação ao ano de 2024. Esse resultado correspondeu a 5,4% do VBP nacional de ovos e respondeu por 1,3% do VBP goiano. Ademais, Goiás é o 9º maior produtor de ovos do país, com avanços tanto na produção quanto no plantel de galinhas poedeiras, de acordo com dados do IBGE (ver mapa da Produção de Ovos de Galinha – 2024).

Para 2026, a Gerência de Inteligência de Mercado Agropecuário/SEAPA projeta um cenário positivo para a avicultura brasileira. Segundo a Conab, para o Brasil, é esperado incremento de 1,1% no alojamento de pintos de corte, aumento de 2,3% na produção de carne de frango, além do acréscimo de 0,9% nas exportações da proteína. Para a produção brasileira de ovos, a expectativa é de 2,6% de crescimento, acompanhado de um aumento de 2,2% na disponibilidade per capita (unidades/hab./ ano). Essa perspectiva para o ano evidencia a eficiência e robustez do setor frente à adversidade sanitária enfrentada em 2025.

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