Serra Verde garante financiamento internacional de US$ 565 milhões e reforça protagonismo de Goiás no setor de Terras Raras

Aporte da Corporação Financeira dos Estados Unidos impulsiona expansão da produção, fortalece cadeias globais estratégicas e consolida Goiás como referência em mineração sustentável e de alto valor agregado
O Grupo Serra Verde, único produtor em larga escala de terras raras pesadas fora da Ásia, anunciou na quinta-feira (5) um financiamento de US$ 565 milhões, aproximadamente R$ 3,2 bilhões, com a Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), reforçando a posição estratégica de Goiás no mercado global de minerais críticos.
O aporte, parte de uma iniciativa da DFC, agência governamental dos EUA, inclui ainda uma opção que confere ao governo americano o direito de adquirir participação acionária minoritária na mineradora. A operação reforça o interesse dos Estados Unidos em diversificar fontes de minerais críticos fora da Ásia e reduzir dependência de cadeias de suprimentos dominadas pela China.
Segundo comunicado da empresa, os recursos serão usados para refinanciar linhas de crédito existentes em condições mais favoráveis e, principalmente, ampliar e otimizar as operações no Brasil, com foco na expansão da capacidade produtiva, redução de custos operacionais e melhoria da qualidade dos produtos para novos mercados.
A Serra Verde opera a mina Pela Ema, localizada no município de Minaçu (GO), onde produz elementos como disprósio e térbio, considerados minerais críticos essenciais para tecnologias de alta performance, incluindo setores como energias renováveis, automotivo, eletrônicos, robótica, defesa e aeroespacial.
“Esse financiamento internacional demonstra a confiança no potencial produtivo, na segurança jurídica e na sustentabilidade da mineração em Goiás. O Estado tem trabalhado para atrair investimentos estratégicos, agregar valor à produção mineral e consolidar cadeias industriais de alto conteúdo tecnológico”, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho.
O projeto de expansão já está dentro do orçamento e adiantado em relação ao cronograma, e a expectativa é ampliar a produção para 6.500 toneladas de óxidos totais de terras raras (TREO) até o final de 2027. Além disso, a companhia avalia uma possível Fase II de expansão, que poderia dobrar a capacidade antes de 2030.
A operação da Serra Verde também se beneficia de fatores estruturais oferecidos pelo Brasil e por Goiás, como acesso a energia elétrica de origem renovável, infraestrutura logística consolidada, mão de obra qualificada e depósitos geológicos de baixo impacto ambiental, o que favorece uma atuação mais sustentável e competitiva no cenário mundial.
Especialistas consideram que o financiamento internacional e a conexão com cadeias globais de minerais estratégicos reforçam o papel do Brasil, e em especial de Goiás, como um protagonista emergente no mercado de Terras Raras, setor crucial para a transição energética e a inovação tecnológica nas próximas décadas.
Fotos: Divulgação
Legenda: Serra Verde garante financiamento internacional de US$ 565 milhões e reforça protagonismo de Goiás no setor de Terras Raras.
Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços – Governo de Goiás


