SUÍNOS – AGRO EM DADOS / AGOSTO 2026

A suinocultura brasileira tem enfrentado um processo de ajuste de mercado ao longo de 2026. As cotações do suíno vivo e da carcaça suína registraram recuo desde o início do ano em um contexto de maior oferta frente à demanda nacional. As exportações têm contribuído para o escoamento da produção e para a sustentação da atividade, embora o volume ofertado ainda exerça influência sobre os preços praticados no mercado interno.
Em julho, a carne suína ganhou competitividade no atacado quando comparada à carne de frango, frente ao mês anterior. Apesar da queda de 0,5% nas cotações do frango resfriado, a carcaça suína especial apresentou desvalorização mais acentuada, de 1,9% no período, atingindo média mensal de R$ 8,41/kg. Esse cenário reduziu o diferencial de preços entre as proteínas de R$ 1,32/kg em junho para R$ 1,19/kg em julho.
Quanto às exportações, Goiás obteve receita de US$ 3,5 milhões em junho de 2026, alta de 4,0% em relação ao mês anterior. Mesmo com a redução de 4,0% no volume embarcado, que totalizou 1,8 mil toneladas, a valorização de 8,4% no preço médio por tonelada compensou o recuo. A expansão das compras de carne suína in natura – produto de maior valor agregado – por Singapura (+22,8%) e Vietnã (+30,5%), dois dos principais mercados consumidores, contribuiu para esse resultado no período.

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