SOJA – AGRO EM DADOS / SETEMBRO 2026

Em agosto, o relatório mensal do USDA elevou a projeção para a produção norte-americana de soja e reduziu a produtividade das lavouras. A previsão atual é de uma safra recorde, de 122,9 milhões de toneladas na temporada 2026/27. A revisão do rendimento médio e o aumento da demanda projetada para esmagamento nos Estados Unidos deram sustentação aos preços na Bolsa de Chicago (CBOT). Por outro lado, a expectativa de uma colheita recorde limita o potencial de valorização da oleaginosa.
No Brasil, além da dinâmica de Chicago, as cotações foram influenciadas pelo câmbio e pelos prêmios de exportação*, que registraram ágio em função da demanda aquecida nos portos. Com isso, os preços foram favorecidos pelo avanço dessas referências de comércio internacional. Diante desse cenário, a soja em grão registrou a quarta alta mensal consecutiva em agosto, com preço médio de R$ 150,15/saca, 17,7% acima do valor registrado em abril (ver gráfico – Série Histórica de Preços).
Segundo o Boletim Logístico de julho da Conab, em Goiás, a soja apresentou comercialização, com preços firmes e vendas antecipadas. Esse ritmo mantém aquecida a procura por transporte rodoviário, especialmente para o escoamento destinado às vendas para o exterior. Em Rio Verde, as maiores procuras por fretes concentraram-se nas rotas com destino aos portos de Santos e Guarujá, importantes corredores para as exportações.
Diante disso, esse movimento de comercialização refletiu nos embarques goianos do complexo soja, que registraram o maior valor da série histórica em quantidade exportada para o mês de julho, com 1,7 milhão de toneladas. Em relação aos destinos, a China responde por 71,7% do volume, com aumento de 9,9% em relação a 2025. Além disso, os outros cinco principais compradores, Tailândia, Índia, Holanda, Espanha e Paquistão, também apresentaram aumentos significativos nas aquisições.

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