SOJA – AGRO EM DADOS / JULHO 2026

Com a finalização da colheita, a sojicultura goiana entra no período de entressafra, fase marcada pela adoção de medidas essenciais para a manutenção da sanidade das lavouras. Nesse contexto, tem início o vazio sanitário da soja, estabelecido pelo Mapa para o período de 27 de junho a 24 de setembro de 2026, com semeadura autorizada entre 25 de setembro e 2 de janeiro de 2027. A medida é fundamental para o manejo da ferrugem asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, uma das principais ameaças à cultura. Durante esse período, é imprescindível a eliminação de todas as plantas vivas da oleaginosa, incluindo as plantas tigueras, que podem hospedar o fungo e favorecer sua sobrevivência entre uma safra e outra. Dessa forma, o vazio sanitário contribui para reduzir a pressão da doença nas lavouras e aumentar a eficiência dos fungicidas.
No cenário internacional, o Brasil é o maior produtor e exportador de soja em grão do mundo, bem como, ocupa a segunda posição nas exportações de farelo e de óleo de soja. Contudo, no segmento de derivados, esse protagonismo ainda pode ser ampliado. Entre janeiro e maio de 2026, o volume exportado de farelo cresceu 6,7%, enquanto os embarques de óleo avançaram 43,5%, ambos em relação ao mesmo período do ano anterior, o que revela o avanço do processamento e a agregação de valor à cadeia.
Nesse âmbito, a industrialização da soja impulsiona a formação de importantes polos agroindustriais em Goiás. Municípios como Rio Verde, Luziânia, Ipameri, Anápolis, Itumbiara, Jataí e São Simão concentram unidades de processamento que contribuem para a produção e a exportação de derivados, que permitem maior competitividade à cadeia produtiva. Entre esses polos, destaca-se Rio Verde, que alcançou a quarta posição entre os municípios brasileiros exportadores de óleo de soja em 2025, com embarques que totalizaram US$ 137,3 milhões.

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