MILHO – AGRO EM DADOS / MARÇO 2025

Desde agosto de 2024, as cotações de milho entraram em uma trajetória de valorização. Na segunda quinzena de fevereiro, foi registrado valores acima de R$80,00/saca, maior valor dos últimos 22 meses, chegando a patamares de abril de 2023. A menor oferta do cereal no curto prazo, somada à demanda interna aquecida e preocupações com a janela do milho safrinha, são fatores que podem explicar o impulso nos preços observado nesse período. A partir do mês de abril e início do mês de maio, o clima será decisivo para sucesso da safra, na qual o cereal estará em uma fase importante de seu desenvolvimento.

Em relação às exportações brasileiras de janeiro, foi registrado diminuição no volume enviado para o exterior (-26,3%), que pode ser atribuído ao aumento na demanda doméstica pelo cereal, bem como pela redução nas aquisições pela China de 87,6% e de 27,7% pelo Vietnã, quando comparado ao mesmo período de 2024.

Entretanto, para Goiás, o mês foi positivo, ocupando a segunda colocação no ranking de estados brasileiros exportadores de milho. Apesar da diminuição de 74,8% no volume de importações chinesas do cereal, foi registrado um crescimento de 127,9% em quantidade embarcada pelo estado goiano, em relação a janeiro de 2024. Esse cenário pode ser justificado pelo aumento significativo nas aquisições do Vietnã (+85,1%) e Irã, que adquiriu um volume quase seis vezes maior nesse período. Além disso, Bangladesh, Egito e Iraque importaram o milho goiano nesse mês, feito inédito para esses países em janeiro, visto que, em 2024 suas aquisições se concentraram no segundo semestre do ano.

De acordo com o USDA, em seu relatório mensal, foi projetado redução de 1,0 milhão de toneladas na produção argentina, devido às adversidades climáticas enfrentadas no país. Para o Brasil, também houve estimativa de diminuição de 1,0 milhão de toneladas produzidas do cereal (126,0 milhões de toneladas) e da mesma quantidade para o volume exportado (46,0 milhões de toneladas). A produção e estoques mundiais foram revisados para baixo, decrescidos em 1,8 milhão e 3,0 milhões de toneladas, respectivamente, em relação à publicação anterior do departamento americano.

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