MILHO – AGRO EM DADOS / ABRIL 2025

No Brasil, até a semana do dia 23 de março, a colheita do milho 1ª safra estava 48,0% concluída, adiantada em 5,2 pontos percentuais quando comparado ao mesmo período da temporada anterior. Em Goiás, a colheita iniciou-se na terceira semana do mês, atingindo 2,0% da área destinada à cultura. No que diz respeito às lavouras brasileiras*, 28,7% estavam na fase de maturação e apenas 7,0% na etapa de floração. Para a 2ª safra, até 23 de março, 95,6% da área nacional destinada à cultura estava semeada e para Goiás, a semeadura já estava totalmente finalizada.

De acordo com a série histórica da Conab, é estimado a menor área cultivada no Brasil do milho 1ª safra para a temporada 2024/25. Apesar da redução de 5,6% na área, a projeção é de aumento de 14,7% em produtividade e de 8,3% em produção, alcançando 24,8 milhões de toneladas produzidas do cereal. Além disso, a expectativa é de produtividade recorde para a 1ª safra brasileira atual, de 6,6 toneladas produzidas por hectare. Essa perspectiva positiva reitera a posição do Brasil como terceiro principal país produtor de milho, responsável por 10% da produção mundial, de acordo com o USDA.

Em relação às cotações, os baixos estoques de passagem para a safra 2024/25 – menor valor registrado na série histórica – juntamente com a firme demanda nacional, são fatores que podem explicar a sustentação dos preços em março, na qual foi registrada valorização de 10,3% nas cotações quando comparado ao mês anterior. Ademais, a procura pelo cereal no mercado doméstico poderá impactar o volume exportado, estimado em 34,0 milhões de toneladas pela Conab.

Em relação às exportações em 2024, Goiás retomou às transações paralisadas em 2023 envolvendo o óleo de milho, na qual foram 968,4 toneladas exportadas para os seguintes destinos: México, Paraguai, Estados Unidos e Portugal. Nas exportações do milho em grão, no primeiro bimestre de 2025, destaca-se a Argélia como um mercado em ascensão para Goiás. Com a aquisição de 38,2 mil toneladas, o país retomou às importações – registradas anteriormente no ano de 2016 – e atualmente ocupa a sexta posição no ranking de destinos das exportações goianas do cereal.

*Média nacional ponderada pela área total semeada dos estados de MA, PI, BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS que juntos correspondem a 92% da área cultivada do Brasil

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