LÁCTEOS – AGRO EM DADOS / ABRIL 2026

A captação de leite no Brasil atingiu o maior patamar da série histórica no quarto trimestre de 2025. Segundo o IBGE, houve avanço de 8,6% em relação ao mesmo período de 2024. Em Goiás, o resultado indicou crescimento de 10,2% e o melhor desempenho desde 2020. No acumulado do ano, o estado somou 2,3 bilhões de litros, enquanto o Brasil alcançou novo recorde anual, com produção de 27,4 bilhões de litros, volume 7,3% superior ao de 2020, até então o maior da série. Quanto aos preços, dados do CEPEA indicam continuidade da reação em fevereiro, com média nacional de R$ 2,15/litro e variação positiva de 6,4%. Em Goiás, o preço médio foi de R$ 2,10/litro, com alta de 9,4%.
No comércio exterior de lácteos, os dados do Agrostat indicam avanço nas exportações e retração nas importações. Em fevereiro de 2026, o Brasil exportou 3,2 mil toneladas, volume 15,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em Goiás, as exportações somaram 61,4 toneladas, aumento de 112,1% na mesma base de comparação. Por outro lado, as importações apresentaram recuo tanto no âmbito nacional quanto estadual. No Brasil, as aquisições externas caíram 14,2% em janeiro e 13,6% em fevereiro, frente ao ano anterior. Em Goiás, não houve registro de importações em janeiro e, em fevereiro, o volume foi de 41,6 toneladas, o que representa redução de 79,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse desempenho contribui para a recomposição do saldo da balança comercial, indicando melhora gradual no setor.
No Brasil, embora a produção de leite permaneça majoritariamente concentrada em bovinos, a bubalinocultura tem ampliado sua presença no setor lácteo. De acordo com o IBGE, em âmbito nacional, o rebanho bubalino cresceu 20,2% entre 2020 e 2024, alcançando aproximadamente 1,8 milhão de animais. Em Goiás, o avanço foi mais moderado, de 4,1%, totalizando 20,7 mil cabeças. Em termos produtivos, a cadeia láctea bubalina também tem registrado participação relevante, com captação de cerca de 20,4 milhões de litros de leite de búfala pelos laticínios brasileiros em 2024, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos.
Nesse contexto, a Gerência de Inteligência de Mercado Agropecuário/SEAPA projeta potencial de expansão da atividade no estado, alinhado à tendência de crescimento observada em outras regiões do país. A esse cenário, acrescenta-se o fato de Goiás já ter registrado, em períodos anteriores, um rebanho mais expressivo, o que indica a existência de base produtiva e condições favoráveis para a retomada e o fortalecimento da cadeia.

Governo na palma da mão