FRANGOS – AGRO EM DADOS / MARÇO 2026
Goiás tem registrado avanços expressivos nas exportações de carne de frango, com recorde observado no ano de 2025. Esse dinamismo manteve-se no início de 2026: em janeiro, o estado alcançou o maior número de destinos, volume e valor exportado da série histórica para o mês, com embarques para 70 países, na comparação entre meses de janeiro, o que reforça a consolidação e a expansão do mercado externo. Esse desempenho também reflete o perfil da pauta exportadora goiana, caracterizada pela elevada participação de produtos com maior grau de processamento, que apresentam valor por tonelada superior ao da carne de frango in natura.
Nesse âmbito, em janeiro, o preço médio da carne de frango exportada pelo estado foi de US$ 1.998,27/t, cortes desossados alcançaram patamares significativamente mais elevados, como o peito de frango desossado, negociado a US$ 2.633,44/t. Além do maior valor por tonelada, o peito desossado possui relevância expressiva na composição das exportações, respondendo por 27,4% do valor total exportado, o que aponta uma estratégia orientada à agregação de valor, o que oferece maior praticidade ao consumidor final, aspecto cada vez mais valorizado pelos mercados importadores.
Apesar do destaque no mercado externo, o cenário doméstico permanece pressionado. A cotação do frango resfriado registrou duas quedas consecutivas na média mensal, com recuo de 8,5% em janeiro frente a dezembro e nova retração de 3,2% em fevereiro na comparação com janeiro. Embora o movimento ainda seja de baixa, a menor intensidade da variação mais recente pode indicar desaceleração no ritmo de desvalorização. A retração também refletiu a queda nos preços do frango vivo ao longo do período, o que levou ao quarto mês consecutivo de redução no poder de compra do avicultor paulista frente aos principais insumos. Segundo o Cepea, na parcial de fevereiro, até o dia 25, o frango vivo atingiu o menor patamar real desde maio de 2024, considerando a série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro de 2026. No mesmo intervalo, os preços do milho permaneceram praticamente estáveis, enquanto o farelo de soja apresentou leve alta, o que manteve as margens do produtor pressionadas.
Por outro lado, a avicultura de postura apresentou melhora significativa em fevereiro. Segundo pesquisadores do Cepea, a elevação nos preços dos ovos interrompeu a sequência de perdas no poder de compra do produtor frente aos principais insumos. No estado de São Paulo, com a venda de uma caixa de ovos brancos de 30 dúzias foi possível adquirir 131,22 kg de milho, volume 36,7% superior ao registrado em janeiro. Já a relação com o farelo de soja comercializado no mercado de lotes de Campinas foi de 80,27 kg do derivado por caixa comercializada, aumento de 41,3% na mesma base de comparação. Esses indicadores demonstram a recuperação das margens na avicultura de postura, em contraste com a pressão ainda enfrentada pelo segmento de corte.

COTAÇÕES – Preço do Frango Resfriado Cepea/Esalq-SP (R$/Kg)

ABATE DE FRANGOS


PRODUÇÃO DE OVOS DE GALINHA


VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO DE FRANGOS (VBP) Estimativa 2026

BRASIL – EXPORTAÇÕES DE CARNE DE FRANGO

GOIÁS – EXPORTAÇÕES DE CARNE DE FRANGO




COTAÇÕES – Preço do Frango Resfriado Cepea/Esalq-SP (R$/Kg)

