BOVINOS – AGRO EM DADOS /JUNHO 2026

No mercado doméstico, em maio, as cotações do boi gordo registraram média de R$ 348,47/arroba, decréscimo de 3,9% em relação ao mês anterior, segundo dados do Cepea. Apesar do recuo nos preços, a demanda internacional aquecida contribuiu para limitar retrações mais intensas. Paralelamente, para a reposição, o movimento é de valorização, sustentado dentre outros fatores, pela oferta restrita de animais. Em maio, na mesma base de comparação, o Indicador do Bezerro Cepea/Esalq – Mato Grosso do Sul apresentou alta de 2,0% e alcançou R$ 3.423,00/cabeça, a maior média mensal de toda a série histórica.
No panorama internacional, as exportações brasileiras e goianas de carne bovina seguem aquecidas em 2026. Em abril, o Brasil embarcou 283,3 mil toneladas para 130 países e alcançou um faturamento de US$ 1,7 bilhão. Esse resultado representa o maior patamar já registrado para o período em valor, volume e número de destinos.
Em Goiás, o cenário também é positivo para o setor, além de faturamento recorde, o estado alcançou 58 destinos e o segundo maior volume exportado da série histórica, de 32,2 mil toneladas, consolidando sua posição entre os maiores exportadores nacionais de carne bovina no mês de abril. Ademais, destaca-se o aumento no valor pago por tonelada exportada, de 21,1% frente ao mesmo período do ano anterior e a ampliação das aquisições de parceiros comerciais, como China, Chile e Argélia.
No âmbito da sanidade animal, após um ano do reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), a China passou a considerar oficialmente o Brasil como livre da febre aftosa sem vacinação e suspendeu as restrições à carne bovina brasileira. A medida deve contribuir para o aumento no ritmo das aquisições chinesas, além do fortalecimento das relações comerciais com outros países da Ásia, cenário que pode ampliar as oportunidades para estados exportadores como Goiás.

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