BOVINOS – AGRO EM DADOS / ABRIL 2026

Em 2025, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE, o abate de fêmeas* no Brasil atingiu 20,1 milhões de cabeças – patamar histórico para essa categoria – o que correspondeu a 46,8% do total de animais abatido no ano. Paralelamente, Goiás seguiu a mesma tendência observada em nível nacional. Do total dos 4,2 milhões de cabeças abatidas, 1,3 milhão corresponderam a vacas e 598,5 mil a novilhas, aumentos respectivos de 5,5% e 31,2% em relação ao ano de 2024. Dessa forma, esse desempenho recorde resultou em uma participação de fêmeas de 45,5% no abate estadual de bovinos. Diante desse contexto e conforme abordado anteriormente no Agro em Dados do mês de março (78ª edição), a expectativa para o ano é de diminuição da destinação de fêmeas para o abate e maiores investimentos do produtor na cria.
No mercado doméstico, segundo o Cepea, a baixa oferta de animais para reposição segue contribuindo para a sustentação dos preços. Em março, a média mensal do Indicador de bezerro Cepea/Esalq (MS) alcançou R$ 3.256,09/cabeça, alta de 3,1% frente ao mês anterior. Além do movimento ascendente nas cotações dos animais de reposição, o boi magro também apresenta tendência de alta. Para Goiás, entre setembro de 2025 e março de 2026, o valor médio por cabeça avançou de R$ 4.051,32 para R$ 4.305,28, incremento de 6,3% no período analisado.
Já o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq registrou na média mensal de março R$348,29/arroba, acréscimo de 1,8% frente ao mês de fevereiro. Esse cenário de valorização dos elos da cadeia produtiva reflete de forma positiva no Valor Bruto da Produção (VBP) do setor. A projeção do MAPA para 2026 é de R$22,1 bilhões para Goiás, crescimento de 6,1% frente a 2025 e de R$221,8 bilhões para o Brasil, avanço de 5,6% no mesmo comparativo.
No panorama internacional, para além das vendas de carne e couro, destacam-se as exportações brasileiras e goianas de sebo bovino. Em 2025, o Brasil enviou para o exterior 401,4 mil toneladas desse produto no valor de US$ 442,2 milhões, ambas variáveis com crescimento em relação ao ano de 2024, alcançando assim marco histórico. Nesse cenário, Goiás ocupou a 7ª colocação no ranking das exportações por unidade da federação, com 26,2 mil toneladas embarcadas destinadas a 14 países e um faturamento de US$29,7 milhões. O desempenho goiano em 2025 refletiu em recorde no volume exportado, além do segundo melhor resultado da série histórica em valor. A balança comercial do sebo bovino é superavitária, tanto para Brasil quanto para Goiás, reforçando a importância desse segmento para a cadeia produtiva da bovinocultura de corte. No âmbito regional, nesse período não houve registros de importações do produto, o que sinaliza uma autossuficiência e consolida o estado como um importante player no mercado do sebo bovino.
*Compreende vacas (bovino fêmea adulta, com 2 anos de idade ou mais, independente de já ter parido ou não) e novilhas (bovino fêmea jovem, com menos de 2 anos de idade. Inclui vitela, bezerra e novilha, precoce ou não) – conforme definição do IBGE.

COTAÇÕES – Indicador do Boi Gordo Cepea/B3 (R$/arroba-15kg)

ABATE DE BOVINOS


PRODUÇÃO DE COURO


VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO DE BOVINOS (VBP) – Estimativa 2026

BRASIL – EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA

GOIÁS – EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA



COTAÇÕES – Indicador do Boi Gordo Cepea/B3 (R$/arroba-15kg)

