MILHO – AGRO EM DADOS / FEVEREIRO 2025

Em Goiás, o plantio do milho primeira safra foi concluído na área destinada à produção até 29 de dezembro de 2024, um avanço de 25,0% em relação ao mesmo período de 2023. Para o Brasil, até essa data, restavam 19,2% da área a ser cultivada com o cereal, conforme a Conab.

Considerando a safra verão, o clima tem cooperado para o pleno desenvolvimento das plantas, com a média nacional em 27,5% das lavouras na fase de enchimento de grãos, até o dia 26 de janeiro. É crucial o sucesso na fase final da primeira safra para permitir o plantio consecutivo no momento ideal.

Em relação às exportações, Goiás não exportou óleo de milho em 2023, porém, em 2024, retomou as transações, enviando 968,4 toneladas para os seguintes destinos: México, Paraguai, Estados Unidos e Portugal.

A projeção é que a produção brasileira total de milho, na safra 2024/25, alcance 119,5 milhões de toneladas, um recorde considerando a série histórica da Conab. Esse valor representa um crescimento de 3,3% em relação à safra anterior, impulsionado pela recuperação da produtividade das lavouras, com destaque para Goiás, que é o terceiro estado com melhor rendimento médio do país, de 6,8 ton/ha.

A produção da safra norte-americana de milho foi reduzida pelo USDA, de 384,6 milhões de toneladas em dezembro, para 377,6 milhões de toneladas, no relatório mensal de janeiro. Para a safra mundial, o departamento apresentou um decréscimo de 3,5 milhões de toneladas produzidas e de 3,1 milhões de toneladas nos estoques finais globais.

A valorização do dólar norte-americano, aliada ao aumento da demanda interna por milho, tem contribuído para a sustentação dos preços ao produtor brasileiro. Por outro lado, as condições climáticas permanecem favoráveis na maioria das regiões produtoras, impulsionando boas expectativas para a primeira safra no Brasil. Assim, com o aumento na oferta do cereal, espera-se um equilíbrio ou até mesmo uma tendência de queda nas cotações.

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